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Previdência: Amadorismo do governo levou a desgaste desnecessário, diz Rubens Bueno

Robson Gonçalves

Governo sabia que partidos favoráveis a reforma defendiam mudanças no texto, diz deputado

O deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR) avaliou nesta quarta-feira (17) que o amadorismo do governo na articulação política levou mais uma vez à desgaste desnecessário com relação a votação da votação da Reforma Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que foi adiada para a próxima terça-feira (23). Após duas horas de sessão tumultuada e com obstrução da oposição, os trabalhos foram encerrados com a alegação de que o relator da reforma, deputado Marcelo Freitas (PSL-MG), negocia mudanças no texto com líderes partidários.

“Foi mais um desgaste desnecessário provocado pelo amadorismo do governo. Havíamos acordado que nesta semana apenas discutiríamos a matéria e a votação ficaria para a próxima. No entanto, o governo decidiu votar a matéria de qualquer jeito. O clima na comissão ficou tenso, o tumulto se instalou e o governo acabou obrigado a recuar. Acordos são feitos para serem cumpridos. Quando isso não acontece, o andamento dos trabalhos é prejudicado”, resumiu Rubens Bueno, que é integrante da CCJ e favorável a reforma com algumas alterações, em especial a retirada do texto de mudanças no sistema de pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria Rural.

O deputado espera que na próxima semana a comissão finalmente aprove um relatório da reforma. “O governo sabia que diversos partidos, mesmo favoráveis a reforma, defendem mudanças no texto. Não faltou tempo para um acordo em torno dessas mudanças ainda na CCJ. Mas lamentavelmente apenas hoje, quando o governo queria votar a reforma, o relator sentou com líderes para discutir as mudanças no texto. É claro que não podia dar certo. Espero que até terça-feira isso se resolva e possamos fazer a reforma andar”, afirmou.

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