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Câncer: Ongs promovem, nesta quarta-feira, ato pela aprovação do “PL 30 Dias”, de Carmen

Robson Gonçalves

O projeto de Zanotto está tramitando na CAS do Senado Federal

Ativistas que lutam pela qualidade de atendimento dos pacientes com câncer realizarão, nesta quarta-feira (20), ato, no Congresso Nacional, pela aprovação do projeto (PLC 143/2018), que determina prazo máximo de 30 dias para a realização de exames de diagnóstico do câncer no SUS. De autoria da deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), a proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados no ano passado.

As entidades querem que o “PL 30 Dias”, depois de aprovado pela comissão, seja votado em regime de urgência pelo plenário do Senado.

Neste momento, a proposta tramita Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal. O evento será, às 10h, no gramado do Congresso.

Atualmente, não há um prazo definido para a realização de exames e consultas que levem à confirmação do câncer mediante suspeita. ”Quando mais rápido for o diagnóstico, maiores são as chances de cura. A descoberta precoce da doença, além de elevar as chances de sobrevivência do paciente, evita tratamentos mais complexos e dispendiosos”, argumentou Zanotto, que preside a Frente Parlamentar Mista da Saúde.

O ato do “Mês da Mulher em Prol da Vida” será realizado pela Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília (Recomeçar) e conta com o apoio da Frente Parlamentar Mista da Saúde, da Procuradoria Especial da Mulher no Senado e da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama).

O evento terá a participação de sobreviventes do câncer de mama do Distrito Federal. Vestidas com a camiseta da campanha, com o slogan “PL 30 dias Por Um Diagnóstico que Salve Vidas”, elas farão o ato ao lado de um inflável , que será montado no gramado do Congresso. Em seguida, serão soltados balões em homenagem às mulheres que faleceram de câncer em todo o país.

De acordo com a presidente da Recomeçar, Joana Jeker, o maior número de mulheres diagnosticadas com câncer de mama em estágios avançados encontra-se hospitais da rede pública. “As taxas de mortalidade provocadas por câncer de mama continuam muito elevadas no Brasil, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados”, disse.

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