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Brasil tem 486 terras indígenas com demarcações homologadas, afirma ex-presidente da Funai

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em artigo publicado na quinta edição da revista Política Democrática online (veja aqui), o sócio fundador do Isa (Instituto Socioambiental) e ex-presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), Márcio Santilli, diz que o Brasil possui 486 terras indígenas, de um total de 717, com as demarcações já homologadas e registradas em cartórios.

“Todas essas áreas somam pouco mais de 13% do território nacional, porém, mais de 98% dessa extensão estão na Amazônia Legal Brasileira”, afirma ele.

Na publicação, produzida e editada pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), vinculada ao PPS, ele ressalta que existem terras indígenas invadidas ou que ainda não se encontram na posse dos índios, que, conforme ressalta, estão significativamente degradadas ou desmatadas.

“Mas, de um modo geral, o grau de conservação das águas, florestas e outros ambientes naturais é bem maior do que a de terras situadas em seus entornos e equivale ao grau de unidades de conservação de uso restrito, como os parques nacionais”, continua ele.

Há 30 anos, de acordo com o artigo, eram poucos os representantes indígenas que tinham domínio do português ou algum conhecimento sobre as instituições políticas do país.

“Nesse período, também houve avanço inédito na escolarização dos índios e em seu domínio do português. Temos hoje milhares de professores, agentes de saúde, agentes ambientais, profissionais liberais, artistas, empresários, pesquisadores e funcionários públicos indígenas, atuando nas suas terras, em cidades próximas ou fazendo a ligação entre elas”, analisa Santilli.

Nos idos da Constituinte, segundo o sócio fundador do ISA, havia apenas a Uni (União das Nações Indígenas) no País, que, conforme acrescenta, sequer dispunha de um registro em cartório.

“Hoje, existem centenas, de todos os tipos: de representação política local ou geral, de corte profissional, de gênero, de expressão cultural ou até empresarial”, assinala. (Cleomar Almeida/Assessoria FAP)

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