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O Carnaval da Bahia no #ProgramaDiferente

O #ProgramaDiferente abre o Carnaval trazendo um pouquinho dessa história cultural rica e misturada do Olodum, do Ilê Aiyê e do Afoxé Filhos de Gandhy. A cara e a alma do Brasil negro, sem preconceito, sem racismo e com muita música e alegria. Ajayô e muito axé! (veja abaixo)

Em 18 de fevereiro de 1949, os estivadores do Porto de Salvador fundavam aquele que se tornaria o maior e mais belo afoxé do carnaval brasileiro, o bloco Filhos de Gandhy, constituído exclusivamente por homens e inspirado nos princípios da não violência e da paz do ativista indiano Mahatma Gandhi, assassinado um ano antes.

Lençóis e toalhas brancas foram as primeiras fantasias, que simbolizavam as vestes indianas no desfile marcado também pela tradição das religiões africanas, ritmado pelo agogô nos seus cânticos ijexá na língua iorubá. Hoje seus 10 mil integrantes seguem desfilando com o turbante típico e colares azuis e brancos que são oferecidos ao público, além do toque do perfume de alfazema.

Ilê Aiyê, ou simplesmente Ilê da Bahia, “o mais belo dos belos”, é o mais antigo bloco afro de Salvador. Fundado em 1º de novembro de 1974 por moradores do bairro Curuzu, constitui hoje um grupo cultural que promove a negritude e a expansão da cultura de origem africana no Brasil. A expressão no dialeto africano que lhe dá o nome significa “o mundo” ou “a terra da vida”.
Já o bloco afro Olodum – famoso no mundo inteiro por conta de Michael Jackson – foi fundado em 25 de abril de 1979, como opção de lazer aos moradores do Pelourinho, no centro histórico de Salvador, e se transformou em uma das maiores e mais respeitadas organizações não-governamentais do movimento negro, combatendo também a discriminação racial e promovendo a integração social e a defesa dos direitos humanos e civis. Dá-lhe, Brasil!

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