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Roberto Freire critica chanceler Ernesto Araújo por sugerir permissão de tropas americanas na Amazônia

Reprodução

Grupo de Lima: Freire considera positivo Brasil ser representado por Mourão e não por Araújo

O presidente do PPS, Roberto Freire, criticou o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, por ele ter sugerido a criação de um corredor na Amazônia para a passagem de tropas americanas na hipótese de uma intervenção militar na Venezuela. Freire defende uma saída para a crise venezuelana que não seja a intervenção militar.

“Um total despreparado. Tal proposta é própria de um beócio belicista e está bem distante da tradição de paz das nossas relações exteriores. Se não for contido, pode nos levar para uma irresponsável aventura”, escreveu Freire em seu perfil no Twitter.

Freire considerou positivo o fato de o chanceler não ser o represente oficial do Brasil na reunião do Grupo de Lima, nesta segunda-feira (25), em Bogotá, na Colômbia, onde está sendo discutida a crise venezuelana depois do bloqueio da entrada da ajuda humanitária no fim de semana. O País foi representado pelo vice-presidente, Hamilton Mourão.

“O vice Mourão tem responsabilidade e defende uma saída não intervencionista para a crise na Venezuela”, disse.

A presença de Mourão na reunião foi vista por especialistas como um sinal de moderação do Brasil. Ele disse no encontro que o Brasil manterá a linha de “não intervenção” na Venezuela e buscará aumentar a “pressão diplomática” e “econômica” contra o regime de Nicolás Maduro.

Polêmicas

Em quase dois meses no cargo, o chanceler brasileiro tem sido alvo de muitas polêmicas, como a assinatura de documento suspendendo a cooperação militar Brasil-Venezuela e a sugestão para que os EUA instalassem uma base militar no Brasil.

O presidente americano, Donald Trump, não descarta uma opção militar para tirar do poder o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e que o Exército da Venezuela deveria apoiar o governo do presidente autoproclamado da Venezuela, o oposicionista Juan Guaidó.

Grupo de Lima

O Grupo de Lima foi criado em 2017, na capital do Peru, reunindo ministros das relações exteriores de 14 países para buscar formas de contribuir com a estabilização da Venezuela. Dentre eles, Peru, Brasil, Colômbia, Argentina, México e Canadá.

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