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3º Encontro de Jovens Lideranças da FAP-PPS debate sistemas políticos e democracia

Reprodução/FAP

No 2º dia do encontro, os temas em debate foram sistemas políticos e democracia brasileira

O segundo dia do 3º Encontro de Jovens Lideranças começou com a interação dos participantes em palestras sobre sistemas políticos e democracia brasileira, principalmente por meio de análises e críticas sobre o atual cenário político nacional e do mundo. Realizado pela FAP (Fundação Astrojildo), com apoio do PPS (Partido Popular Socialista), o evento começou no domingo (24) e segue até a próxima quinta-feira (28), no Hotel Fazenda Mestre D’ Armas, no município de Padre Bernardo, no Leste de Goiás e a 115 quilômetros de Brasília.

Doutor em História e membro do conselho curador da FAP, Marcus Vinícius Oliveira coordenou a discussão com o tema “Sistemas Políticos: a história e as mudanças diante da revolução tecnológica”. Nela, o professor propôs a reflexão sobre a crise da democracia e as relações da tecnologia com a crise do regime.

“O objetivo foi tentar pensar sobre como podemos usar a tecnologia a favor da política e da democracia, e não contra elas. Às vezes, dependendo da forma como a usamos, perdemos a capacidade de decidir politicamente de modo autônomo. Isso pode ser um prejuízo para a democracia”, disse.

Democracia brasileira

O professor universitário e membro do conselho curador da FAP, José Antonio Segatto, coordenou a conversa sobre “A democracia brasileira: sua história e seu futuro”, em que os jovens discutiram os direitos de cidadania e a características do regime. Os conceitos foram analisados a partir de uma perspectiva histórica e com determinados elementos da cultura e da prática política que, segundo o palestrante, limitam o exercício dos direitos e do próprio regime de governo, como o patrimonialismo, o clientelismo, o fisiologismo e o corporativismo.

Oliveira também ponderou que a “democracia é a disputa pelo consenso”.

“A gente pensa a democracia como conflito e consenso porque parte do pressuposto que tem diversas forças em atuação. É a expressão das mais variadas ideias, o conflito, mas dentro de determinada norma e limite democráticos, o consenso, para que a nossa discordância nunca chegue a romper o sistema”, disse.

A Constituição de 1988, conhecida como Constituição Cidadã, garantiu a ampliação de muitos direitos, incluindo os do meio ambiente, do idoso e do consumidor.

“Nos direitos e garantias individuais, a Constituição é uma das mais avançadas do mundo”, analisa ele, ressaltando a importância do encontro para a formação de jovens lideranças do País.

“Acho muito importante discutir com os jovens, que são os novos atores sociais”, disse. (Cleomar Almeida/Assessoria FAP)

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