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Promotores eleitorais investigam presidente do PSL por suposto caixa dois

Presidente do PSL será investigado por suposto caixa 2

Fabio Serapião – O Estado de S. Paulo

A Procuradoria Regional Eleitoral em Pernambuco instaurou um procedimento para apurar possível prática de caixa 2 do deputado federal Luciano Bivar (PE), presidente nacional do PSL, partido de Jair Bolsonaro, na campanha eleitoral de 2018. A investigação tem como foco o uso de recurso do Fundo Partidário para contratar a empresa de um de seus filhos e também o recebimento de doação de R$ 8 mil de uma pessoa desempregada há mais de quatro meses. O caso foi revelado pelo Estado.

Em nota, a Procuradoria informou que “os possíveis fatos delituosos imputáveis” a Bivar são o “crime de contabilidade clandestina ou de ausência de contabilização de recursos na prestação de contas da campanha, de natureza eleitoral – o chamado “caixa 2 eleitoral”.

A apuração foi aberta pela Procuradoria, mas encaminhada à Promotoria da 5.ª Zona Eleitoral do Recife porque, no entendimento dos investigadores, os fatos ocorreram antes de Bivar se tornar deputado e, portanto, ter foro privilegiado.

Na prestação de contas de campanha, a Nox Entretenimentos, do filho de Bivar, aparece como segunda empresa que mais recebeu. Em primeiro lugar, está a Vidal Assessoria e Gráfica Ltda., de Luis Alfredo Vidal Nunes da Silva, que é vogal (dirigente com direito a voto) do PSL de Pernambuco.

Em nota, Luciano Bivar disse que não teve conhecimento da investigação, mas afirmou que “sua candidatura obedeceu rigorosamente à lei e suas contas de campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral”. Declarou que está à disposição para dar esclarecimentos à Justiça e ao Ministério Público. Ainda segundo a nota, “a doação da sra. Evane Maria Buril de Macedo havia sido questionada pelo TRE logo após ter sido feita e, depois de apresentada defesa, foi aceita pelo próprio tribunal”.

A Nox informou que “o serviço foi efetivamente prestado, a preço de mercado”.

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