CIDADANIA23

PORTAL NACIONAL

Serviços fecham 2018 com queda de 0,1% no quarto ano de retração do setor

Reprodução

Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio tiveram alta em 2018

O volume do setor de serviços no País fechou 2018 com uma queda de 0,1%. Esse foi o quarto ano de retração do setor, que acumula uma perda de 11,1% no período, segundo dados da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), divulgada nesta quinta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na comparação de dezembro de 2018 com o mesmo período do ano anterior, a queda foi de 0,2%. Na comparação de dezembro com novembro de 2018, no entanto, foi registrada uma alta de 0,2%.

O gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, destacou que desde novembro de 2016 o setor de serviços saiu de uma consistente trajetória de queda, mas manteve instabilidade.

“Ainda que, desde então, haja algum tipo de flutuação, mais para o campo negativo, o setor de serviços não consegue se recuperar. Tem comportamento errático e não consegue sair desse patamar tão distante do ponto mais alto”, enfatizou.

A receita nominal do setor de serviços fechou o ano com uma alta de 2,7%. Em dezembro do ano passado, a receita nominal cresceu 0,8% na comparação com novembro e 3,1% na comparação com dezembro de 2017.

Setores

A queda de 0,1% do ano de 2018 foi puxada principalmente pelos serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,9%), que tiveram resultado negativo influenciado pela retração na receita vinda dos segmentos de atividades de cobranças e informações cadastrais, de soluções de pagamentos eletrônicos, de serviços de engenharia e de vigilância e segurança privada.

O outro setor em queda foi serviços de informação e comunicação (-0,5%), um resultado explicado principalmente, pela menor receita recebida pelas empresas do ramo de telecomunicações.

Três setores tiveram alta: transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,2%), outros serviços (1,9%) e serviços prestados às famílias (0,2%). Os serviços de transportes foram impulsionados principalmente pelo avanço no volume de receitas de transporte rodoviário de carga, de gestão de portos e terminais, de transporte aéreo de passageiros e de operação de aeroportos.

Os outros serviços tiveram contribuição das atividades de intermediários em transações de títulos, valores mobiliários e mercadorias e administração de bolsas e mercados de balcão organizados. No último setor, a principal contribuição veio dos hotéis. (Com informações do IBGE, Agência Brasil e G1)

Deixe uma resposta