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Previdência: Pesquisa mostra que maioria dos parlamentares apoia reforma

Maior parte do Congresso apoia reforma da Previdência

Pesquisa do BTG indica que governo tem votos para mudar Previdência, mas idade mínima igual para homem e mulher não tem maioria

André Ítalo Rocha e Luciana Dyniewicz – O Estado de S.Paulo

Apesar de mais de três quintos dos congressistas dizerem concordar com a reforma da Previdência – o mínimo necessário para aprovação do projeto –, a maioria deles não apoia a idade mínima igual para homens e mulheres, segundo pesquisa encomendada pelo banco BTG Pactual. A idade mínima de 65 anos para ambos os sexos é uma das propostas da equipe econômica do governo Jair Bolsonaro, segundo a minuta do projeto, antecipada pelo ‘Estadão/Broadcast’ na semana passada.

O levantamento do BTG mostra que a necessidade de reformar a Previdência é defendida por 82% dos deputados e 89% dos senadores. O apoio chega a ser de 100% em dois partidos, considerando a soma nas duas casas: PP e PSDB. O PSL, do presidente Bolsonaro, aparece com 92%. O PT, da oposição, é o que menos concorda, com 37% de parlamentares favoráveis.

A idade mínima, considerada o ponto mais importante da reforma por economistas especializados, conta com apoio insuficiente na proposta de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres, e menos ainda na que estabelece 65 anos para ambos os sexos.

Os resultados dão a entender que os parlamentares querem uma idade mínima diferenciada para homens e mulheres, porém com números inferiores à proposta de 65 anos para eles e 62 para elas. Ainda nos primeiros dias do seu mandato, Bolsonaro chegou a propor 62 anos para homens e 57 para mulheres.

Outro ponto polêmico da reforma previdenciária, a igualdade de regras para trabalhadores urbanos e rurais também não deve ter força para ser aprovada. Apenas 19% dos deputados e 30% dos senadores dizem ser a favor da medida.

A pesquisa mostra ainda que a inclusão dos militares na reforma tem apoio expressivo. Na Câmara, 85% são favoráveis, enquanto 78% defendem a medida no Senado. Quando a análise é feita por partido, o PSL, de Bolsonaro, e o PDT são os que menos defendem a inclusão da categoria, com 64%. No MDB e no PSB, o apoio é de 100%.

A criação do regime de capitalização divide os parlamentares: 48% dos deputados são a favor, o mesmo porcentual entre os senadores. Em relação ao período de transição, 38% dos deputados defendem um período mais curto, de dez anos, com idade mínima menor. Entre os senadores, 48% são a favor desse formato. Para um período mais longo (de 20 anos), com idade mínima maior, na Câmara o apoio é de 34%, enquanto no Senado é de 22%.

O levantamento, produzido pela FSB Pesquisa, ouviu 262 parlamentares e tem margem de erro de 4,5 pontos porcentuais.

Fim de privilégios é prioridade

Entre a população, apesar de não haver apoio expressivo à reforma, a grande maioria diz que o projeto precisa acabar com o privilégio de políticos e funcionários públicos. Pesquisa da Ideia Big Data aponta que enquanto 84% dos brasileiros defendem o fim dos privilégios, 43% dizem que a reforma é fundamental para o País.

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