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Carmen Zanotto manifesta preocupação com falta de proteção para os produtores de leite

Robson Gonçalves

Medida que anulou tarifas sobre importação de leite tem de ser revista, diz deputada

Em pronunciamento realizado nesta terça-feira (12) na Câmara, a deputada federal Carmen Zanotto (PPS-SC) ressaltou preocupação com a decisão do governo que anulou as tarifas antidumping cobradas sobre a importação de leite em pó, integral e desnatado da União Europeia e da Nova Zelândia.

As taxas, de 14,8% e 3,8%, respectivamente, eram cobradas desde 2001 e tinham o objetivo de proteger os produtores nacionais, garantindo preços estáveis no mercado interno.

Segundo dados preliminares do Censo Agropecuário de 2017 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existem no Brasil 1.171.190 estabelecimentos agropecuários produtores de leite, que em sua maioria são da agricultura familiar.

Carmen destacou que a agricultura familiar é responsável por 70% dos alimentos que chegam à mesa da população brasileira todos os dias.

“Se essa medida não for revista, nós vamos estar comprometendo a cadeia produtiva do leite no nosso País, os custos da produção interna são muito altos e os produtores não conseguem competir com o mercado externo. Precisamos pensar nos pequenos produtores que geram a economia nos municípios”, destacou a deputada.

De acordo com dados divulgados pela Faesc (Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina), o estado é o quarto produtor nacional, gerando 3,059 bilhões de litros ao ano.

“Praticamente todos os estabelecimentos agropecuários produzem leite, o que proporciona renda mensal às famílias rurais e contribui para o controle do êxodo rural”, informou  Carmen Zanotto.

O oeste catarinense responde por 75% da produção. Os 80.000 produtores de leite (dos quais, 60.000 são produtores comerciais) geram mais de 9 milhões de litros/dia. A capacidade industrial está estruturada para processar até 10 milhões de litros de leite/dia.

Na hora do pronunciamento da parlamentar do PPS-SC, o presidente Jair Bolsonaro publicou em suas mídias sociais que a medida será revista.

“Esperamos que o presidente reveja esta decisão, pois não podemos permitir que os nossos produtores sejam prejudicados”, alertou a deputada.

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