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Apoio do Uruguai pela realização de eleições livres na Venezuela aumenta isolamento de Maduro, diz Freire

Reprodução - Pablo Porciuncula/AFP

Rodolfo Novoa, chanceler uruguaio, e a diplomata chefe da UE, Federica Mogherini

O presidente do PPS, Roberto Freire, disse que o apoio do governo do Uruguai ao documento do GCT (Grupo de Contato Internacional) que pede eleições livres na Venezuela isola ainda mais do regime do presidente Nicolás Maduro.

“O isolamento de Maduro só aumenta. Até o governo uruguaio reticente nas usas declarações a favor da democracia na Venezuela, agora adere à luta por eleições livres no País. Haverá divergências e dissidências na Frente Ampla, mas serão salutares para a democracia uruguaia”, escreveu no seu perfil no Twitter.

O chanceler do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, disse na reunião do GCI, nesta quinta-feira (7), em Montevidéu, que “a solução tem que ser venezuelana, porque a outra alternativa é o caos, é a confrontação e, com toda certeza, pode ser o conflito armado”.

O grupo apelou à realização de eleições presidenciais livres na Venezuela, segundo a declaração divulgada ao final do encontro, assinada por todos os países participantes, com exceção da Bolívia e do México, que não faz parte do grupo de contato, mas participou da reunião.

“O grupo apela à criação de uma abordagem internacional comum para apoiar uma resolução pacífica, política, democrática e integralmente venezuelana da crise, excluindo o uso da força, por meio de eleições presidenciais livres, transparentes e credíveis, de acordo com o Constituição venezuelana”, diz a declaração.

Participaram da primeira reunião do GCI a União Europeia, representada pela chefe da diplomacia europeia, a italiana Federica Mogherini, que defende a não intervenção no País, e por oito Estados-membros: Portugal, Espanha, Itália, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Suécia. Do lado da América Latina, estiveram presentes a Bolívia, Costa Rica, o Equador, México e Uruguai.

Mecanismo de Montevidéu

Novoa disse que a participação no grupo está aberta a outros países e destacou a “confluência” com o chamado Mecanismo de Montevidéu, uma iniciativa proposta pelo México e o Uruguai e que consta de quatro etapas, centradas no diálogo imediato, na negociação, nos compromissos e implementação.

Sobre o Mecanismo de Montevidéu, Mogherini afirmou que, apesar de não ser incompatível, tem objetivos diferentes aos do Grupo Internacional de Contato.

Dos membros do grupo, três (Bolívia, Itália e Uruguai) não reconheceram o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela.

Para o Brasil, que não participa do Grupo Internacional de Contato sobre a Venezuela, a iniciativa “não é útil” e só servirá para prolongar por mais tempo no poder o presidente Nicolás Maduro.

Ajuda humanitária

Federica Mogherini também destacou que a União Europeia já mobilizou ajuda para a Venezuela, no valor de 60 milhões de euros, aos quais se somarão mais 5 milhões. Ela afirmou que a ajuda humanitária deve ser canalizada de forma imparcial e não deve ser politizada e que a UE está disposta a abrir em Caracas um escritório para gerenciar essa assistência. (Com informações da Agência Brasil)

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