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Grupo de Lima recomenda restrições às negociações com regime de Maduro

Adriana Loureiro/ Reuters

Chamado para o restabelecimento da democracia na Venezuela e realização de eleições livres

Representantes do Grupo de Lima (Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru), reunidos nesta segunda-feira (4), em Ottawa, no Canadá, divulgaram comunicado em que propõem a restrição de negócios e comércio com o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a comunidade internacional.

A declaração, no seu último parágrafo, faz o apelo. “[Os países] fazem um chamado aos membros da comunidade internacional para evitar que o regime Maduro realize transações financeiras e comerciais com o estrangeiro, que tenha acesso aos ativos internacionais da Venezuela e que possa fazer negócios tanto em petróleo quanto em ouro e outros ativos”. A Venezuela sob comando de Guaidó passará a integrar o Grupo de Lima.

O texto destaca ainda a necessidade de realização de eleições imediatas na Venezuela, apoio à interinidade de Juan Guaidó e críticas às violações de direitos humanos e violência.

Ajuda humanitária

A declaração reitera ainda a preocupação com a crise humanitária que atinge a Venezuela e a necessidade de parceria entre as nações para minimizar os impactos causados. O Grupo de Lima se dispõe a prestar ajuda com doações à população venezuelana e ressalta a disposição de os integrantes do grupo de receberem o presidente interino conforme seu pedido.

“[Os países] reiteram sua profunda preocupação com a grave situação humanitária na Venezuela causada pelo regime de Maduro. Eles consideram imperativo garantir o acesso à ajuda humanitária para atender às necessidades urgentes dos venezuelanos”.

De acordo com o documento, o Grupo de Lima se dispõe a negociar com diálogo e de forma pacífica por meio do caminho político e diplomático. O comunicado conclama as Forças Armadas para que cooperem com a população ao permitir as doações internacionais.

Democracia

O texto repudia a atuação da Suprema Corte da Venezuela, o Tribunal Superior de Justiça, ligado ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que recentemente proibiu Guaidó de deixar o país e bloqueou seus bens. Também recomenda a busca da democracia por meios pacíficos.

“[Os membros do Grupo de Lima] fazem um chamado para o restabelecimento imediato da democracia na Venezuela pela realização de eleições livres e justas chamados pelas autoridades legítimas, de acordo com normas internacionais e o mais rapidamente possível. Estas eleições devem ser realizadas com garantias suficientes, com a participação de todos os líderes políticos e observadores internacionais, bem como a nomeação de um novo Conselho Nacional Eleitoral”, diz o texto. (Agência Brasil)

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