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Alex Manente diz que decreto da flexibilização da posse de armas merece discussão do Parlamento

Fabio Teixeira/Getty Images

O líder do PPS na Câmara, deputado federal Alex Manente (SP), disse que o decreto que flexibiliza o porte de armas assinado nesta terça-feira (15) pelo presidente Jair Bolsonaro precisa ser discutido pelo Congresso Nacional.

“Eu acho que o Bolsonaro está reproduzindo o que ele prometeu na sua campanha, mas esse é um assunto que merece uma discussão no próprio Parlamento”, disse o deputado ao portal G1 (veja aqui).

O decreto (veja aqui) que passou a valer no mesmo dia da chancela presidencial permite que os cidadãos adquiram até quatro armas de fogo e as mantenham em casa. O prazo de validade do registro das armas também foi alterado, passando dos atuais cinco anos para 10 anos.

Risco

Na avaliação de Alex Manente, há risco de resistência do Congresso em relação decreto.

“Acho que tem, sim, um risco de haver uma resistência no Congresso ao decreto, mesmo que ele já esteja valendo. Eu acredito que temos preocupações maiores do que isso, tanto é que uma pesquisa recente mostrou que a maior parte da população não é favorável à flexibilização da posse”, disse o parlamentar, ao referir-se a pesquisa Datafolha apontando que 61% dos brasileiros defendem que posse de armas seja proibido no País.

Os brasileiros que se declaram contrários à liberação da posse de armas de fogo atingiu 61% em dezembro, segundo pesquisa. De acordo com os entrevistados, a posse deve ser proibida “pois representa ameaça à vida de outras pessoas”.

No levantamento anterior, divulgado em outubro, o percentual de pessoas contrárias ao porte estava em 55%.

No mesmo período, a parcela de pessoas que considera a posse de armas “um direito do cidadão para se defender” oscilou negativamente, passou de 41% para 37%, ou seja, no limite da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Outros 2% não souberam responder.

Foram entrevistadas 2.077 pessoas em 130 municípios em todas as regiões do País, nos dias 18 e 19 de dezembro. (Com informações da agências de notícias)

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