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Vendas do comércio varejista crescem 2,9% em novembro, diz IBGE

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Segundo pesquisadora do IBGE, a alta em novembro tem relação direta com a Black Friday

O volume de vendas do comércio varejista cresceu 2,9% na passagem de outubro para novembro de 2018, segundo dados da PMC (Pesquisa Mensal de Comércio), divulgados nesta terça-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A alta veio depois de duas quedas, de 0,7% de agosto para setembro, e de 1,1% de setembro para outubro.

O indicador também teve altas de 0,4% na média móvel trimestral, de 4,4% na comparação com novembro de 2017, de 2,5% no acumulado do ano e de 2,6% no acumulado de 12 meses.

De acordo com a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, o resultado foi o melhor resultado para um mês de novembro na comparação com outubro desde o início da série histórica do levantamento, em 2000. Além disso, considerando todos os resultados da série na comparação mês contra mês imediatamente anterior, foi o segundo maior resultado da série, ficando atrás apenas de janeiro de 2017, que na comparação com dezembro de 2016 teve alta de 4%.

“Isso serve para mostrar que não se trata de um resultado comum. É difícil vermos nos serviços um crescimento mensal superior a 2%”, enfatizou.

Segundo a pesquisadora, a alta em novembro tem relação direta com a Black Friday.

“Percebemos a influência desse evento quando observamos os resultados setorialmente. Os resultados mais fortes foram de atividades cujas receitas são estimuladas pelas vendas online, principal motor da Black Friday”, analisou.

“Esse resultado converte a perda acumulada de 2,8% nos dois meses anteriores”, destacou a gerente da pesquisa.

Seis das oito atividades varejistas pesquisadas tiveram alta na passagem de outubro para novembro, com destaque para outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,9%), móveis e eletrodomésticos (5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,8%), que foram beneficiados por promoções anunciadas em novembro.

Também tiveram alta os segmentos de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,7%), tecidos, vestuário e calçados (1,7%) e combustíveis e lubrificantes (0,1%).

Por outro lado, dois setores tiveram queda no volume de vendas: livros, jornais, revistas e papelaria (-1,9%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,2%).

Varejo ampliado

O varejo ampliado, que também considera os segmentos de veículos e peças e de materiais de construção, teve crescimento de 1,5% de outubro para novembro. A alta foi menos intensa do que a do varejo por causa das quedas de 2,2% nos setores de veículos, motos, partes e peças e de 0,7% nos materiais de construção.

Na média móvel trimestral, o varejo ampliado teve queda de 0,1%, mas nas outras comparações teve alta: comparação com novembro (5,8%), acumulado do ano (5,4%) e acumulado em 12 meses (5,5%).

Receita nominal

A receita nominal do comércio varejistas teve alta de 2,7% na comparação com outubro de 2018, de 1% na média móvel trimestral, de 8,4% em relação a novembro de 2017, de 5% no acumulado do ano e de 4,8% no acumulado de 12 meses.

A receita nominal do varejo ampliado teve alta na comparação com outubro de 2018 (1,4%), na média móvel trimestral (0,2%), comparação com novembro de 2017 (9,2%), no acumulado do ano (7,3%) e no acumulado de 12 meses (7,1%). (Com informações do IBGE, Agência Brasil e G1))

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