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Novo governo: Cristovam Buarque vê risco de irreversibilidade em medidas de convicção ideológica

Reprodução

Senador do PPS-DF teme que a flexibilização da posse de arma gere o 'bolsa-bala'

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) disse à coluna Brasil Confidencial, da revista IstoÉ (veja aqui e abaixo), que há risco de irreversibilidade de medidas tomadas por pura convicção ideológica pelo governo Jair Bolsonaro mesmo que elas depois se mostrem completamente equivocadas.

“Qualquer mudança de ajuste na política externa, por exemplo, gera reações em cadeia no mundo que depois ficam muito difíceis de corrigir”, avaliou.

Segundo o parlamentar, o risco maior é a flexibilização da posse de armas, promessa de campanha de Bolsonoro que o governo promete tratar por meio de Medida Provisória a ser apresentada nesta semana, como garantiu na sexta-feira (11) o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

“Isso vai gerar um direito adquirido que, depois, nenhum presidente conseguirá reverter. Nos Estados Unidos, mesmo com sucessivos casos de assassinatos em massa e atentados contra presidentes e outros políticos, ninguém consegue tirar”, lembra Cristovam.

BRASIL CONFIDENCIAL – ISTOÉ

Rudolfo Lago

Risco sem retorno

Assusta o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) o risco de irreversibilidade de medidas tomadas por pura convicção ideológica pelo governo Bolsonaro mesmo que elas depois se mostrem completamente equivocadas. “Qualquer mudança de ajuste na política externa, por exemplo, gera reações em cadeia no mundo que depois ficam muito difíceis de corrigir”, observa o senador. O maior risco, porém, ele enxerga na flexibilização da posse de armas. “Isso vai gerar um direito adquirido que, depois, nenhum presidente conseguirá reverter”, teme ele. Mesmo que, em vez de ajudar na redução da criminalidade, venha a, na verdade, produzir tragédias. “Nos Estados Unidos, mesmo com sucessivos casos de assassinatos em massa e atentados contra presidentes e outros políticos, ninguém consegue tirar”, lembra Cristovam.

“Bolsa-bala”

Pelo contrário, Cristovam imagina que flexibilizado o porte, a coisa vai se ampliar. “Logo alguém vai argumentar que esse direito de portar armas tenha de ser para todos, com financiamento para a compra de revólveres pela população mais carente. “Ainda veremos o bolsa-bala?”, provoca o senador.

Insucesso

Em outra provocação, o senador do DF comenta o contrassenso de um governo oriundo do pensamento militar e de segurança defender o armamento da população. “Essa defesa embute que o aparato de segurança falhou na proteção do cidadão. E sugere que o cidadão se defenda ele mesmo. É uma admissão de insucesso”, diz.

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