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Léo Pinheiro reafirma que reformas no sítio de Atibaia foram solicitadas pessoalmente por Lula

Reprodução

O sítio Santa Bárbara foi reformado pelas empreiteiras em troca de vantagens em contratos

Os advogados do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, reafirmam nas alegações finais do processo sobre o sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), que as reformas na propriedade foram solicitadas pessoalmente pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e seguiram as determinações dele, e que o petista sabia que os valores gastos seriam abatidos de uma conta de propinas que a empreiteira tinha com o PT (Partido dos Trabalhadores).

Léo Pinheiro e Lula no sítio de Atibaia

O MPF (Ministério Público Federal) acusa Lula de se beneficiar de reformas no sítio em troca de vantagens ilícitas para empreiteiras que mantinham contratos com a Petrobras. O caso envolvendo o imóvel representa a terceira denúncia contra o ex-presidente na Lava Jato.

A entrega das alegações finais representa a fase final da ação penal. Após as manifestações dos acusados e do MPF, a juíza federal substituta Gabriela Hardt pode sentenciar os réus, mas não há prazo para decisão. Segundo a denúncia, Odebrecht, OAS e Schahin pagaram R$ 1,02 milhão em obras no sítio em troca de contratos da Petrobras.

A defesa de Léo apresentou agendas com registro de um encontro com Lula, além de mensagens de celular recebidas pelo empreiteiro que mencionam a reforma e comprovariam negociações de propina. Os advogados pedem que o cliente seja beneficiado na sentença por estar colaborando.

Lula também apresentou nesta segunda (07) as alegações finais do processo negando as acusações do MPF. A defesa do ex-presidente, que está preso em Curitiba desde o ano passado depois da condenação no caso do tríplex do Guarujá (SP), pede a nulidade do processo. Alega que ele foi vítima de um julgamento de exceção, do então juiz Sérgio Moro, suspeito para julgar o petista, e que a 13ª Vara da Justiça Federal era incompetente para deliberar sobre o processo.

Cinco réus neste processo são delatores da Odebrecht, dentre eles, o ex-presidente do grupo Emilio Odebrecht, que voltou a afirmar que autorizou as obras a pedido da ex-primeira-dama, dona Marisa Letícia. Os 13 réus do caso deveriam apresentar as alegações finais até ontem (07). (Com informações da agência de notícias)

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