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Roberto Freire diz que dificuldade do novo governo será o próprio presidente Jair Bolsonaro

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O presidente do PPS, Roberto Freire (SP), afirmou, ao fazer uma análise da chegada de Jair Bolsonaro à Presidência da República, que o novo governo, apesar de frágil, terá “um relativo sucesso” em seu primeiro ano. Para ele, a dificuldade da próxima gestão será o próprio presidente.

“Governo que repudio”

“Não há uma linha básica. É um governo que não terá, num primeiro momento, grandes problemas com o Congresso. Acredito até que se a equipe econômica tiver algum projeto como as reformas, sobretudo a da Previdência, ou processos de privatização, encontrará um campo razoavelmente favorável. O governo tem esse apoio da sociedade e isso se reflete no Congresso. A dificuldade é o próprio presidente e a sua incapacidade de compreender a complexidade do Brasil”, analisou.

Freire lembra que essa facilidade no primeiro ano de mandato já ocorreu em outros governos como de Fernando Collor  e Luiz Inácio Lula da Silva.

“Isso ocorreu em todos os governos. Collor recém eleito aprovou [projetos de interesse do governo] no Congresso, e teve até apoio em ação no STF [Supremo Tribunal Federal), no confisco não só da poupança, mas das contas correntes também. Um absurdo completo, mas conseguiu aprovar. Lula aprovou a reforma da Previdência. Aquele mesmo PT que impediu a reforma no governo FHC conseguiu ampla maioria para aprovar no governo Lula. Quem vem com muito respaldo da sociedade num primeiro momento consegue”, afirmou.

Tripé

O dirigente destacou ainda que Bolsonaro deverá ter uma relativa estabilidade por conta do “tripé” montado pelo futuro presidente nas áreas da Justiça, economia e por também ter o apoio das Forças Armadas com a indicação de militares para gabinetes civis.

“[Bolsonaro] montou o governo com um tripé importante. No campo do combate à corrupção, vamos admitir, terá um Ministério da Justiça com uma figura de peso muito forte perante a sociedade que é o [juiz Sérgio] Moro. Isso dá uma certa garantia e funcionalidade ao governo. Tem ainda outros dois importantes, segundo meu entendimento. No campo econômico, com Paulo Guedes, que é um super ministro, e no campo da caserna, que é um governo claramente de guarda pretoriana. Nunca num regime democrático tivemos um número tão grande de oficiais no comando de ministérios civis. Mas pode significar uma certa estabilidade para esse governo que repudio”, afirmou.

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