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Carmen Zanotto pede ao presidente Maia votação do “PL 30 Dias” ainda neste ano

Divulgação

Representantes da Ong Recomeçar participaram da reunião com Rodrigo Maia (DEM-RJ)

O projeto de lei (PL 275/2015), de autoria da deputada federal Carmen Zanotto (PPS-SC), que fixa prazo de 30 dias para que o SUS (Sistema Único de Saúde ) realize os exames necessários à elucidação de diagnóstico do câncer poderá ser aprovado pelo plenário da Câmara ainda neste ano.

Em reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), no Cafezinho do Plenário, nesta segunda-feira (10) ficou decidido que a deputado do PPS de Santa Catarina apresentará requerimento solicitando de urgência para que a matéria seja rapidamente votada pelos deputados.

Representantes da Ong Recomeçar – Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília participaram do encontro.

A partir desta terça-feira (11), a Recomeçar percorrerá a Câmara para pedir o apoio dos líderes partidários ao pedido de urgência para apreciação da matéria. A ideia é trabalhar para que o chamado “Projeto dos 30 Dias” entre logo na pauta de votação.

“É importante que esta matéria seja aprovada o quanto antes. Os pacientes precisam ter  acesso aos exames em menor tempo possível para que o diagnóstico da doença seja fechado. O tempo de vida da pessoa está relacionado à identificação precoce do câncer”, argumentou Carmen.

O projeto é uma complementação da chamada “Lei dos 60 Dias, também de autoria da deputada catarinense, que determina que o SUS deve oferecer tratamento aos pacientes diagnosticados com câncer em um prazo máximo de 60 dias.

No momento o projeto está em análise na Comissão de Finanças e Tributação, apensado a outras iniciativas sobre o mesmo tema.

Custos 

De acordo com o Observatório de Oncologia, grande parte dos custos com o tratamento de câncer decorre da identificação da doença em estágios avançados, que demandam maior quantidade de procedimentos, medicamentos e permanência nas unidades de saúde. “As despesas com o tratamento são sete vezes maiores do que as aplicadas em ações de prevenção”, acrescentou Carmen Zanotto.

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