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Inflação cai 0,21% em novembro e registra a menor taxa para o mês desde 1994

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A queda nos combustíveis, de 2,42%, foi a principal responsável pelo resultado

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do País, registrou queda de preços de 0,21% em novembro, invertendo a direção tomada um mês antes, de alta de 0,45%, divulgou nesta sexta-feira (07) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Trata-se da menor taxa para novembro desde o Plano Real, em 1994. O resultado ficou ainda abaixo do piso das expectativas do mercado. Em novembro de 2017, o IPCA avançou 0,28%.

Em 12 meses, a inflação acumula 4,05%, enquanto a taxa acumulada de 2018 – de janeiro a novembro – soma 3,59%.

O índice caminha para ficar abaixo do centro da meta de inflação do governo, de 4,5% neste ano — a meta tem uma margem de 1,5% para cima ou para baixo.

Deflação

A deflação – variação negativa do IPCA – registrada em novembro ocorreu em cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE.

O grupo transportes teve queda de 0,74% no IPCA de novembro, contribuindo com o maior impacto negativo sobre o resultado global.

A queda nos combustíveis -2,42% – foi a principal responsável pelo resultado, sendo o recuo da gasolina – 3,07% – o mais acentuado.

A habitação teve o segundo maior impacto negativo no IPCA global, com redução de 0,71%. Neste grupo, a queda da energia elétrica – 4,04% – teve importância.

Entre os grupos que apresentaram alta de preços, destaque para o de artigos de residência, com elevação de 0,48% em comparação com outubro.

Apesar disso, a alta nos alimentos e bebidas – 0,39% – foi a que puxou o índice geral para cima com mais força. A cebola, o tomate, a batata-inglesa e as hortaliças estão entre os itens que ficaram mais caros.

Cálculo

O IBGE calcula a inflação oficial brasileira com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos, abrangendo 10 regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luis, Aracaju e Brasília. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

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