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Davi Zaia: Novo governo deve se preocupar mais com garantias aos trabalhadores do que com estrutura de ministério

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Ministério do Trabalho vai ser dividido em outras 3 pastas: Justiça, Economia e Cidadania

O secretário-geral do PPS e deputado estadual de São Paulo, Davi Zaia, disse que o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro deve focar e se preocupar mais na garantia dos direitos trabalhistas, na geração de empregos e qualificação de trabalhadores. A declaração foi feita pelo dirigente ao comentar o anúncio do futuro ministro da Casa civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), de que o novo governo vai dividir o ministério do Trabalho em outras três pastas (Justiça, Economia e Cidadania).

“Pode estar alocado em outros órgãos”

“O que mais me preocupa neste momento não é a estrutura burocrática, mas a importância dada a preservação de determinadas funções do ministério que são importantes, como a fiscalização das regras trabalhistas”, disse Zaia, que foi líder sindical, ao citar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

“Esses são os desafios. Agora é saber se o governo dará conta disso. Do meu ponto de vista, isso pode estar alocado em outros órgãos do governo”, disse.

Histórico de problemas

Davi Zaia destacou que a pasta sofre com diversos problemas há anos, como a corrupção, a falta de contratação de novos auditores e critérios para a concessão de registros sindicais. Para ele, essa situação se intensificou nos 13 anos de governo do PT.

“O Ministério do Trabalho vem há anos passando por problemas. Um deles é a corrupção e outro o aparelhamento [político]. Durante muito tempo a fiscalização ficou debilitada em função da não contratação de novos auditores. Na verdade, aquele Ministério do Trabalho dos 80 anos de história não existe mais porque muita coisa mudou nos últimos anos, sobretudo no governo PT com o compadrio que imperou no governo. Não fez dele protagonista nas discussões mais importantes das questões do trabalho”, criticou.

Expectativa

Davi Zaia ressaltou que, mais importante que debater a estrutura do Ministério do Trabalho, é saber quais serão as políticas que serão adotas pelo governo federal, como a geração de empregos e a capacitação dos trabalhadores.

“Nossa expectativa é ter de um lado a manutenção das atividades importantes do Ministério do Trabalho: o fomento, a inovação e a qualificação dos trabalhadores. Minha visão é de que é preciso observar o que dá mais eficiência. É preciso procurar saber do governo [Bolsonaro] e acompanhar, por meio do Congresso Nacional, a efetiva aplicação de políticas que façam frente a todas essas demandas”, defendeu.

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