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Roberto Percinoto destaca luta de Aluísio Palhano em defesa dos direitos dos trabalhadores

Reprodução

Sindicalista foi sequestrado e morto em 1971 durante a ditadura militar

O dirigente do PPS do Rio de Janeiro e ex-bancário, Roberto Percinoto, disse que a identificação dos restos mortais do sindicalista Aluísio Palhano Pedreira Ferreira, sequestrado e morto em 1971 durante a ditadura militar, põe fim a angustia da família que há 47 anos buscava informações das circunstâncias de sua prisão e desaparecimento.

A ossada de Palhano estava entre mais de mil restos mortais descobertos em 1990, na vala clandestina de Perus, no cemitério Dom Bosco, em São Paulo. A confirmação veio a partir de um cruzamento genético e foi anunciada nesta segunda-feira (3) durante o I Encontro Nacional de Familiares de Desaparecidos Políticos, em Brasília.

“Conheci Aluísio Palhano no início da década de 1960 como presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, presidente da Contec [Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito] e dirigente do antigo CGT [Comando Geral dos Trabalhadores]”, conta Percinoto, que foi ativista sindical dos bancários no Rio de Janeiro entre 1961 e 1964, ano do golpe militar.

Segundo ele, o sindicalista era um “exímio orador e participava da campanha pelas reformas de base no governo João Goulart”. Percinoto diz que com o golpe de 1964 “Palhano teve seus diretos políticos cassados, exilou-se no México e posteriormente deslocou-se para Cuba”.

Para o dirigente do PPS, o fato de “fazer a opção pela luta armada contra a ditadura não tira do líder sindicalista o mérito de ter sido um lutador pelo direito dos trabalhadores. Sua morte sob tortura é uma coisa abjeta e vil, que todo democrata deve repudiar”, afirmou ao Portal do PPS.

“Palhano era a nossa grande liderança. Quando falava nas assembleias e atos era calorosamente aplaudido”, diz Percinto, que participou da greve dos bancários do Rio de Janeiro em 1961 como “piqueteiro” sob o comando de Arildo Salles Dória, dirigente sindical dos bancários e membro do PCB (Partido Comunista Brasileiro).

Ativismo

“Eu comparecia a todas as assembleias e atos promovidos pelo Sindicato dos Bancários do Rio. Nossas lideranças eram Aluísio Palhano, Humberto Campbel, que o sucedeu na presidência, Luiz Viégas da Motta Lima, na época presidente da Federação dos Bancários do Rio de Janeiro e ainda o Pereirinha – Antônio Pereira da Silva, que era o Secretário-Geral do sindicato”, lembra o dirigente do PPS.

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