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IBGE: Sindicalização no País registra a menor taxa em seis anos

Reprodução

A Queda não está relacionada à reforma trabalhista, diz pesquisadora do IBGE

A associação de trabalhadores a sindicatos profissionais no Brasil atingiu o patamar mais baixo em seis anos, mostra levantamento divulgado nesta quinta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com base em dados 2017.

Segundo a pesquisa, dentre os 91,4 mil trabalhadores que estavam ocupados no ano passado, 14,4% estavam sindicalizados. Foi a menor taxa da série histórica da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), iniciada em 2012, que subsidiou o levantamento.

O IBGE destacou que desde o início do levantamento, em 2012, a sindicalização no País apresenta quedas sucessivas, sendo a maior a observada em 2016.

De acordo com a pesquisadora técnica da Pnad, Adriana Beringuy, a queda na sindicalização está relacionada à queda da população ocupada como um todo, “mais especificamente na queda da população ocupada com carteira assinada”.

“A queda da população ocupada se concentrou em atividades mais formais, que tinham taxas mais elevadas de sindicalização”, explicou.

Reforma trabalhista

Questionada, a pesquisadora afirmou que essa queda não está relacionada à reforma trabalhista, que estabeleceu como opcional a contribuição sindical. Ela lembrou que a medida passou a vigorar em novembro de 2017, não influenciando no levantamento desta pesquisa.

A queda na sindicalização foi observada pelo IBGE em todas as grandes regiões no país. Todavia, na passagem de 2016 para 2017, somente o Centro-Oeste registrou recuperação do indicador, saltando de 11,8% para 13,2% no período.

Regionalmente, a Região Sul do País é a que apresenta a maior taxa de sindicalização, enquanto a Norte, a menor.

Setor público

A maior taxa de sindicalização em 2017 ocorreu entre empregados no setor público (27,3%). Esse grupo representava 12,4% da população ocupada total (11.339 mil pessoas). Em seguida, estavam os empregados no setor privado com carteira assinada, com taxa de 19,2%. Eles tinham a maior participação na população ocupada em 2017 (36,3% ou 33.195 mil pessoas).

Os trabalhadores por conta própria tiveram uma das maiores quedas de taxa de sindicalização na série histórica, de 11,3% em 2012 para 8,6% em 2017. Esse grupo representa a segunda maior participação na população ocupada – 25,3% ou 23.105 mil pessoas.(Com informações do IBGE e G1)

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