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Mercado baixa estimativa de inflação e eleva previsão de alta da economia em 2018

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Os economistas das instituições financeiras baixaram a estimativa de inflação para este ano, ao mesmo tempo em que passaram a prever uma alta maior do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano.

As expectativas constam no boletim de mercado, também conhecido como relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (29) pelo BC (Banco Central). O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

Até último boletim, divulgado na semana passada, a previsão de inflação dos analistas vinha subindo.

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do País, o mercado financeiro reduziu a previsão de 4,44% para 4,43% para este ano.

A expectativa do mercado ainda segue pouco abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA ficar entre 3% e 6% em 2018.

A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para alcançá-la, o BC eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia, a Selic.

Para 2019, os economistas das instituições financeiras mantiveram sua expectativa de inflação estável em 4,22%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

PIB

Para o crescimento do PIB deste ano, a previsão do mercado financeiro avançou de 1,34% para 1,36% na semana passada.

Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia foi elevada de 2,49% para 2,50%.

Os economistas dos bancos não alteraram, porém, a previsão de expansão da economia para 2020 e para 2021 – que continuou em 2,5% para esses anos.

Juros

Instituições financeiras consultadas pelo BC esperam pela manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 6,5% ao ano, nesta semana. O Copom (Comitê de Política Monetária) reúne-se nesta terça-feira (30) e quarta-feira (31) para definir a taxa.

Em suas quatro últimas reuniões, o Copom optou por manter a taxa neste patamar, depois de promover um ciclo de cortes que levou ao menor nível histórico.

Para o mercado financeiro, não deve haver alteração na Selic até o fim deste ano. Em 2019, a taxa deve subir e encerrar o período em 8% ao ano. Para 2020 e 2021, a expectativa é que permaneça em 8% ao ano. (Com informações do G1 e Agência Brasil)

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