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Contra a polarização, Eliziane Gama defende candidatura da terceira via para eleição no Senado

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A parlamentar do PPS derrotou o clã Sarney no Maranhão ao obter 1.539.916 votos

A senadora eleita pelo PPS do Maranhão, a atual deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA), participa da articulação de um nome da terceira via para eleição da presidência do Senado em 2019, informa nesta terça-feira (22) o jornal “Valor Econômico” (veja abaixo).

Segundo a matéria, “preocupados com a provável polarização entre nomes do PSL e o senador Renan Calheiros (MDB-AL), parlamentares de PSDB, PPS, PDT, PSB e Rede já começaram as articulações e sondagens para viabilizar uma candidatura competitiva que represente a terceira via na corrida pela principal cadeira do Senado”.

“Uma das responsáveis pela derrota do clã Sarney no Maranhão, a senadora eleita Eliziane Gama (PPS-MA) disse que a união dos partidos é necessária, em meio às incertezas do que pode ocorrer caso Bolsonaro seja vitorioso nas urnas. ‘Estamos procurando conversar com partidos e lideranças para formar uma frente e lançar um nome que fuja do radicalismo que impera hoje no País. Vamos buscar alguém que tenha equilíbrio para enfrentar os desafios que se aproximam e que não serão fáceis'”, disse ao Valor.

Segundo Eliziane Gama, “a união destes partidos permitirá devolver a altivez ao Congresso Nacional nos próximos anos. Buscamos uma terceira via, que tenha experiência, honestidade e não esteja disposto a baixar a cabeça para o Palácio do Planalto”, disse a parlamentar, eleita com 1.539.916 votos.

Contra polarização, Senado pode ter 3ª via

Marcelo Ribeiro e Fabio Murakawa – Valor Econômico

Preocupados com a provável polarização entre nomes do PSL e o senador Renan Calheiros (MDB-AL) na disputa pela presidência do Senado, parlamentares de PSDB, PPS, PDT, PSB e Rede já começaram as articulações e sondagens para viabilizar uma candidatura competitiva que represente a terceira via na corrida pela principal cadeira do Senado. Os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Jarbas Vasconcelos (MDB-PE) seriam os mais cotados para representar o grupo na disputa, mas Simone Tebet (MDB-MS) corre por fora.

Representantes dos cinco partidos já se reuniram e voltarão a se encontrar para entrar em consenso sobre o nome a ser escolhido para fazer frente ao senador alagoano e a um possível indicado pelo hoje candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, favorito na corrida presidencial. As conversas ganharam importância com a derrota do atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), que não conseguiu se reeleger. Embora negue, Renan tem feito telefonemas aos colegas em busca de apoio para retornar ao comando do Senado.

Na avaliação do grupo, o sucessor de Eunício deve ser um político experiente e sem envolvimento em escândalos de corrupção. Outro critério considerado é que o candidato não seja alguém alinhado ao Palácio do Planalto. Ou seja, caso a vitória de Bolsonaro se confirme no domingo, o nome indicado não poderá ser alguém com proximidade com o presidente, já que o escolhido precisará ser um nome forte para “bater de frente” com o próximo presidente da República quando for necessário.

Uma das responsáveis pela derrota do clã Sarney no Maranhão, a senadora eleita Eliziane Gama (PPS-MA) disse que a união dos partidos é necessária, em meio às incertezas do que pode ocorrer caso Bolsonaro seja vitorioso nas urnas. “Estamos procurando conversar com partidos e lideranças para formar uma frente e lançar um nome que fuja do radicalismo que impera hoje no país. Vamos buscar alguém que tenha equilíbrio para enfrentar os desafios que se aproximam e que não serão fáceis”, disse. “A união destes partidos permitirá devolver a altivez ao Congresso Nacional nos próximos anos. Buscamos uma terceira via, que tenha experiência, honestidade e não esteja disposto a baixar a cabeça para o Palácio do Planalto”.

As discussões em torno de um nome para comandar o Senado, no entanto, ainda são incipientes, segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Ele admite que vem conversando com Eliziane sobre o assunto, mas afirma que o tema principal das conversas hoje é uma possível fusão de seu partido com o PPS. O Rede não atingiu os critérios mínimos para superar a cláusula de barreira eleitoral e está ameaçado de ficar sem fundo partidário e tempo de TV nas próximas eleições.

“O Tasso tem experiência, não tem nenhuma passagem por corrupção, quer renovar o PSDB. Está nesse perfil. O Jarbas tem uma história a favor dele, a Simone Tebet é outra que tem esse perfil”, diz.

Entre os parlamentares, prevalece a percepção de que é preciso escolher um nome que simbolize o equilíbrio, a autonomia e a segurança necessários para quem esteja no comando do Poder Legislativo. “Tem que ser alguma coisa que não seja a velha política, mas que também não seja alinhamento incondicional com o Palácio do Planalto”, afirma Randolfe

De acordo com a Eliziane, os partidos estão formando um grupo “que fuja da polarização e da radicalização para construir algo coletivo em nome do Parlamento”.

A derrota de caciques emedebistas como Eunício, Romero Jucá (RR), e Edison Lobão (MA) abre espaço para que Calheiros, que foi reeleito e adotou uma postura crítica ao governo do presidente Michel Temer, tente viabilizar seu nome na disputa.

Em outra frente, a onda de apoio a Bolsonaro e seus aliados nas urnas pelo país deve fazer com que algum de seus apoiadores se aventure na corrida pela presidência do Senado. Essa perspectiva de um embate entre Renan e PSL obrigou partidos não tão alinhados com o governo Temer a iniciarem uma costura logo após o primeiro turno em busca de uma terceira alternativa.

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