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Rubens Bueno diz que urnas eletrônicas são confiáveis e ressalta evolução do processo eleitoral

Robson Gonçalves

Rubens Bueno: Colocar em dúvida o resultado do processo eleitoral gera suspeitas sobre as intenções de quem patrocina esse tipo de discurso

O deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR) afirmou nesta quarta-feira (10) que, ao contrário do que vem se espalhando nas redes sociais por todo o Brasil, as urnas eletrônicas utilizadas nas eleições do País são absolutamente confiáveis. Na avaliação do parlamentar, difundir o contrário é um desserviço à democracia com o objetivo de acirrar ainda mais os ânimos em uma das eleições mais extremadas de nossa história.

“A nossa Constituição afirma, logo em seu primeiro artigo, que a República Federativa do Brasil constitui-se em um Estado Democrático de Direito. Os processos eleitorais são a grande festa da democracia. Colocar em dúvida esse processo, em um momento em que não há qualquer indício palpável de fraude ou manipulação, é uma afronta ao caminhar democrático que gera suspeitas sobre as intenções de quem patrocina esse tipo de discurso”, afirmou o parlamentar.

Em pronunciamento no plenário da Câmara, Rubens Bueno lembrou ainda que, nestas eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assinou o Acordo de Realização de Missão de Observação Eleitoral, com a Organização dos Estados Americanos (OEA). Delegados da entidade internacional acompanhassem in loco, pela primeira vez, a votação em 12 estados e no Distrito Federal, visitando 390 seções eleitorais em 130 locais.

“A Missão reconheceu os esforços realizados conjuntamente pelo Tribunal Superior Eleitoral, meios de comunicação, plataformas online e sociedade civil pelo trabalho desenvolvido na fiscalização do processo eleitoral e no combate a desinformação online espalhada, principalmente, por meio das redes sociais. Em entrevista coletiva no último dia 08 de outubro a missão, composta por 41 especialistas e observadores de 18 nacionalidades, descartou qualquer possibilidade de violação e manipulação do resultado das urnas”, reforçou o parlamentar.

Rubens Bueno reconheceu que um dos temas mais discutidos em todas as eleições é a lisura e a possibilidade de fraudes. Disse que esse tipo de manipulação remonta à época da Primeira República (1889-1930), antes mesmo da criação da Justiça Eleitoral no Brasil, que ocorreu em 1932.

“Mesmo depois da criação da Justiça Eleitoral, as eleições com o voto em cédulas não ficaram imune a outros tipos de fraudes como as urnas grávidas, o mapismo, o preenchimento do voto em branco e a fraude na identificação do eleitor. No entanto, evoluímos com a tecnologia e hoje não há mais qualquer motivo para desconfiar de um sistema auditado e testado por especialistas nacionais e internacionais”, destacou.

Justiça Eleitoral

Um exemplo dessa evolução, ressalta o deputado, é o trabalho Justiça Eleitoral no combate à violação do direito do voto. “Hoje são utilizados instrumentos, como a exigência da apresentação de um documento oficial com foto no ato da votação, bem como a identificação biométrica do eleitor, que verifica e identifica uma pessoa que foi previamente cadastrada. Trata-se de um sistema que já foi testado e aprovado com segurança e clareza pela Polícia Federal na emissão de passaporte e por outros órgãos como os Detrans e as secretarias de Segurança Pública de vários estados. Colocar em dúvida esse processo, sem qualquer prova de irregularidade, é má-fé e alarmismo desnecessário”, completou.

Ao finalizar seu discurso, Rubens Bueno lembrou as palavras da presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber sobre a confiabilidade do processo eleitoral e das urnas eletrônicas. “As pessoas são livres para expressar a própria opinião. Mas, quando essa opinião é desconectada da realidade, nós temos que buscar os dados da realidade. Para mim, as urnas são absolutamente confiáveis”, disse a ministra.

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