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Candidato ao Senado, Bosco da Federal defende realização de reformas e combate à corrupção

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O candidato quer o fim do foro privilegiado e o fortalecimento da Lava-jato

O portal do PPS entrevistou, nesta semana, com candidato ao Senado do PPS em Rondônia, Bosco da Federal. Na conversa, o policial federal aposentado e ex-vereador de Porto Velho faz uma análise sobre os principais problemas e propostas para o País e o estado.

Bosco afirmou que é preciso realizar as reformas que o Brasil tanto necessita e defendeu a revisão da Constituição. Ele também disse ser fundamental o combate à corrupção e o fim do foro privilegiado. Ao analisar a situação do estado, ele destacou as riquezas naturais de Rondônia e políticas para levar investimentos e emprego naquela unidade da federação.

O candidato atuou por mais de 30 anos como agente da Polícia Federal. Foi vereador de Porto Velho (RO), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal, secretário adjunto de Justiça de Rondônia, presidente do Instituto de Previdência da capital e diretor do sindicato da PF no estado.

Portal do PPS: Qual é o maior desafio que o Senado terá na próxima Legislatura?

Bosco da Federal: Nosso maior desafio é o combate à corrupção,  fortalecer a [operação] Lava-jato e trabalhar fortemente para acabar o foro privilegiado. Trabalhar também pela reforma politica, tributária e aquilo que for importante e que o governo anterior não cumpriu. Tentar uma renovação no Congresso Nacional e tirar as pessoas que estão envolvidas com crimes. Atuar pelo estado de Rondônia, um dos estados mais ricos do Brasil com a capital [do estado] com um dos maiores índices de desemprego, e o terceiro maior produtor de energia do Brasil sem que tenha uma indústria forte. Com uma educação de péssima qualidade e saúde que não funciona, nossa prioridade no Congresso é trabalhar por mudanças e reformas que estamos precisando.

Quais são as suas principais bandeiras?

Eu defendo como prioridade de nosso País apoiar uma auditoria nas contas [públicas] internas e externas. Acredito que é uma coisa que tem passado com uma certa facilidade pelo Senado sem a devida atenção. Brasil vive uma crise tremenda com dividas altíssimas. Vemos que as contas não batem e esse é um dos pontos. Trabalhar por um SUS [Sistema Único de Saúde] com maior capacidade de atendimento [da população] e plenitude, porque vemos que isso [o SUS] não está funcionando. A geração de emprego e renda no País também esta complicada. É preciso fortalecer a agricultura familiar. Enfim, fazer uma política voltada para a população.

O que esperar da politica nos próximos quatro anos no País?

Acredito que o Brasil precisa passar por mudança. Mas ainda não vejo com clareza uma definição. Defendo a necessidade de reformar a Constituição. Que possamos acabar, por exemplo, com a indicação política no STF (Supremo Tribunal Federal) e enxugar os ministérios. Precisamos encontrar um equilíbrio entre os poderes da República.

E em Rondônia? O que esperar?

O estado possui varias crises. Com dívidas, o governo fala que está bom, mas está quebrado. Quem assumir [o governo do estado] terá um problema sério para melhorar a situação que nos encontramos. Por outro lado, é um estado rico e com muitas possibilidades de investimentos. O cenário político em Rondônia não é ruim. Acredito que nós no Senado e no governo [estadual poderemos trabalhar para buscar melhorias. É preciso, por exemplo, readequar as leis do meio ambiente. Isso para que possamos ter investimentos sustentáveis. Temos uma riqueza mineral extraordinária, piscicultura e o agronegócio. Um dos maiores índices na agricultura familiar do País. Acredito que o estado tem muitas chances de crescer.

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