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Empréstimos do BNDES para Cuba e Venezuela no governo do PT foram um erro, diz presidente do banco

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Os governos cubanos e venezuelanos são tradicionais aliados dos petistas

A herança maldita deixada pelos 13 anos de governo do PT no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) resultou num prejuízo até agora de pelo menos US$ 1 bilhão com empréstimos concedidos para Cuba e Venezuela, tradicionais aliados dos petistas. O presidente do banco, Dyogo Oliveira, considerou um erro os empréstimos porque ficou claro que os dois países não tinham condições de honrar os compromissos.

Segundo ele, Cuba tem três parcelas em aberto com o BNDES que juntas somam US$ 17,5 milhões, mas o saldo devedor cubano é de aproximadamente US$ 600 milhões. A maior parte do dinheiro foi destinada às obras de modernização do Porto de Mariel, executadas pela construtora brasileira Odebrecht, um dos pivôs do escândalo de corrupção investigado pelo Operação Lava Jato no governo petista. A primeira fase das obras foi inaugurada em janeiro de 2014, durante o segundo governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

“Estamos empreendendo uma série de ações no sentido de recuperar o pagamento das operações. O governo de Cuba tem se mostrado solícito, aberto a buscar soluções. Alega, no entanto, que em virtude de questões climáticas e financeiras do País, não tem tido a capacidade de honrar totalmente os pagamentos”, explicou.

No caso da Venezuela, os empréstimos, aprovados em 2004, foram para exportações de bens e serviços também por meio da Odebrecht, responsável pela expansão do metrô de Caracas e obras de irrigação em Maracaibo, no noroeste do País. Na ocasião, foram liberados US$ 194,6 milhões.

“Há uma crítica a esses empréstimos e até diria que, olhando hoje, fica claro que eles não tinham condição de pagar. Provavelmente não deveriam ter sido feitos e agora temos que ir atrás do dinheiro para receber”, avaliou o presidente do BNDES.

Segundo ele, a carteira de exportação do BNDES totaliza aproximadamente US$ 10 bilhões e a inadimplência de Cuba e Venezuela não preocupa em relação aos resultados do banco. (Com informações da agências de notícias)

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