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Alckmin destaca compromisso de reduzir evasão escolar pela metade

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Tucano também destacou a importância da criação de mais Faculdades de Tecnologia

O candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu como uma das metas do seu plano de governo para a educação a redução para a metade dos 41% de evasão escolar do ensino médio. Em entrevista à GloboNews nesta quarta-feira (29), o tucano afirmou que, se eleito, vai cobrar a manutenção da reforma do ensino médio, tornando a educação mais atrativa para os estudantes.

“Foi feita uma boa reforma do ensino médio. Agora, vamos implantá-la e pegar os demais tópicos do plano de governo e divulgar pela internet. Tínhamos os três anos iguais. Alguns alunos vão querer curso técnico para ir para o mercado de trabalho, outros vão querer ser empreendedores e outros vão querer fazer universidade. Fica mais atrativo”, explicou (veja aqui as diretrizes gerais do programa de governo do candidato).

Dados do estudo elaborado pelo Movimento Todos pela Educação em abril de 2017, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015, apontam que 41,5% dos jovens não terminam o Ensino Médio no Brasil.

Segundo o tucano, uma das metas de seu governo será reduzir a evasão escolar para a metade. “Temos ótimos exemplos: Chile, Alemanha. Em São Paulo, fizemos convênios no ensino técnico e tecnológico. O grande desafio é o casamento entre a formação e o emprego. As profissões desaparecem e outras surgem rápido”, completou.

O estudo “Education at a Glance”, da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), também divulgado no ano passado, indica que, cinco anos após ingressarem no ensino médio, 41% dos estudantes brasileiros abandonam a escola sem se formar.

Alckmin também destacou a importância da criação de mais Fatecs (Faculdades de Tecnologia) em seu governo com o objetivo de profissionalizar os estudantes e, assim, gerar mais empregos em todo o país.

“Essa é uma outra área que nós temos que trabalhar muito, verificar região por região a necessidade de preparar cursos técnicos e tecnológicos para a vocação econômica de cada região”, avaliou.

Educação infantil

Na entrevista, o candidato reforçou mais uma vez sua prioridade com a educação básica e assumiu o compromisso de universalizar o acesso à pré-escola no País. “Primeiro, ensino infantil. A criança vai entrar no ensino fundamental praticamente alfabetizada. Quero ser o presidente da primeira infância”, afirmou.

O presidenciável também propôs parcerias com prefeituras e entidades da sociedade civil para aumentar o número de vagas em creches. “Toda prioridade ao ensino infantil. Temos 440 mil crianças de 4 e 5 anos fora da pré-escola. Nossa meta é zerar o déficit. Todas matriculadas e de 0 a 3 em creches. Universalizar famílias vulneráveis”, defendeu. (Assessoria do candidato/Clarissa Lemgruber)

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