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Subsídio do diesel: Relatório de Arnaldo Jardim é aprovado por unanimidade

Robson Gonçalves

Texto agora está pronto para passar pelos plenários da Câmara e do Senado

O relatório do deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) sobre a medida provisória 838, que concede subvenção de R$ 0, 30 em cada litro de óleo diesel, foi aprovado hoje por unanimidade na comissão mista – deputado e senadores – que analisou a matéria. Outra medida, de diminuição de impostos, eleva a redução para R$ 0,46. “Nosso relatório vai agora aos plenários da Câmara e do Senado para que a subvenção possa vigorar até 31 de dezembro sem que haja interrupção”, disse o parlamentar.

A redução nos preços do diesel foi uma das principais reivindicações dos caminhoneiros e um dos motivos da greve que abalou o País em maio.

Debates

Ao analisar o trabalho da Câmara, Jardim afirmou que o ideal é que as coisas sejam tratadas com mais profundidade. “Temos que lembrar que algumas coisas ficaram muito presentes. Primeiro, o debate sobre a questão tributária, que é um debate antigo no nosso pais”. Como exemplo de distorção nessa área, o deputado apontou a guerra fiscal entre os estados. “Isso não pode acontecer”, afirmou.

Outra questão levantada pelo parlamentar é que, segundo ele, muitas vezes, alguns setores são muito taxados, pagam impostos altos, e outros não. “Uma reforma tributária é muito necessária”, afirmou.

Outro ponto que está claro para Jardim é a necessidade de se revisar a matriz de combustível. Também está nas preocupações de Jardim a matriz de transporte. “A gente não pode depender tanto do transporte rodoviário como nós dependemos”.

Na avaliação do deputado, o transporte rodoviário continuará a ser importante para o Brasil, “mas nós precisamos ampliar o transporte por ferrovias, ampliar o transporte por hidrovias, que são as mais baratas, as melhores do ponto de vista ambiental e as menos custosas do ponto de vista do chamado custo Brasil”.

Jardim lembrou que essas  questões não serão tratadas já, mas sim após um processo eleitoral, “que espero que não seja escolha de nomes, muito menos xingamentos, mas um debate de ideias e propostas como essas: a nova matriz dos combustíveis, a nova matriz dos transportes, a questão tributária; que elas possam sair das urnas eleitas, assim como as diretrizes para o futuro do nosso País”.

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