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Líder do PPS na Câmara defende devassa em contratos de empresas de informática com o governo

Robson Gonçalves

Alex Manente: É muito dinheiro envolvido e se for preciso até uma CPI poderia ser aberta

O líder do PPS na Câmara, deputado federal Alex Manente (SP), defendeu nesta terça-feira (7) uma devassa completa nos contratos de empresas de informática com o governo federal. Na avaliação do parlamentar, o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União (TCU) precisam passar um pente-fino nos contratos para verificar a existência de superfaturamentos, pagamentos de propina, tráfico de influência e outras irregularidades que podem estar trazendo um prejuízo de bilhões de reais para os cofres públicos.

Reportagem do jornal “O Globo” revelou que existem hoje, em um raio de 15 quilômetros, no coração de Brasília, 1105 empresas de informática que fecharam contratos para fabricar ou fornecer programas de computador e serviços de tecnologia a órgãos federais. A maioria são escritórios de fachada.

O Globo mostrou ainda que apenas em 2017 a União desembolsou R$ 4,8 bilhões com gastos nessa área, sendo que desse bolo R$ 3 bilhões foram parar nas contas das empresas de Brasília. Grande parte dos contratos foi fechado sem licitação.

“Trata-se de uma situação de extrema gravidade que precisa ser verificada com lupa. É impressionante como esses esquemas se reproduzem e vão migrando de uma área para outra. Já tivemos a máfia das ambulâncias, o esquema dos sanguessugas, o desmonte da Petrobras. Creio que é necessária uma grande devassa para apurarmos com exatidão a dimensão desse escândalo. É muito dinheiro envolvido e se for preciso até uma CPI poderia ser aberta”, afirmou Alex Manente.

Para o deputado, o próprio governo deve ter interesse em apurar essa situação. “Ainda estamos atravessando uma crise e temos um déficit muito grande nas contas públicas. Não é possível permitir que grupos continuem sugando dinheiro público sem dó”, concluiu o líder do PPS.

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