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Rubem César: Por que resolvi ser pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro?

Foi minha a maior surpresa. Nunca fui governo e longe mim a ideia de iniciar uma carreira política a esta altura da vida. Fiz de tudo um pouco, mas sempre no lado da sociedade. Ajudei a criar no Brasil o conceito de “Organização Não Governamental”. Fui professor universitário, diretor do Iser, do Viva Rio e conselheiro de diversas ONGs. Coordenei inúmeros projetos em mais de 50 municípios no Estado do Rio, no Haiti e de último na Jordânia entre refugiados sírios. Dirigi uma Empresa Social que engaja 10 mil funcionários. Criei um time de futebol de refugiados, os Pérolas Negras, que disputa o campeonato carioca na categoria B2 e que me corrói de emoção a cada semana. Mãos cheias, portanto, longe dos partidos, embora sempre participando das políticas públicas através de programas de Saúde, Segurança, Educação e Meio Ambiente.

Foi a crise que me provocou. O absurdo me convenceu. Não dá mais para ficar de fora. Nossa geração não merece. Sofreu muito e criou muito valor para se entregar a um fracasso que se avizinha da barbárie. Estamos todos indignados com a corrupção e com a violência. Minha pré-candidatura pretende reavivar a força da esperança. Quero resumi-la na palavra RESPEITO.

Respeito à dignidade das pessoas. Respeito aos moradores de favelas e periferias que vivem sob a tirania do tráfico, das milícias e da violência policial. Respeito aos policiais e às suas famílias, que também são vítimas desta guerra insana. Pela integração das Forças Federais e das Forças Especiais do Estado para que imponham a paz e a mantenham. Que os confrontos e os tiroteios sejam controlados e que se ponha fim à morte de inocentes por balas perdidas. Que as Missões de Paz da ONU sirvam de modelo na perseguição destes objetivos.

Respeito à cidadania nos bairros e nas estradas, que sofrem com a desordem urbana e com os avanços das facções armadas. Que a modernização das polícias, o reforço das guardas municipais e a reforma do sistema penal devolvam a tranquilidade às nossas cidades.

Respeito aos servidores públicos, na administração, na Saúde, na Educação e na Segurança, hoje humilhados em seu valor e em sua imagem. Respeito ao dinheiro público, num combate radical ao desperdício, à corrupção e à irresponsabilidade fiscal. Respeito, ao trabalho, ao esforço, ao mérito e à honestidade. Respeito às iniciativas que nos levam ao crescimento da renda e do emprego, que são muitas, sobretudo nas indústrias criativas. Respeito à qualidade de vida e ao ambiente em que nascemos e morremos.

Rubem César, pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PPS e fundador da ONG Viva Rio

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