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Carmen Zanotto quer debater dados sobre estupro em pessoas com deficiência

Robson Gonçalves

"Como todos casos não são notificados, números da violência podem ser estarrecedores"

Para debater pesquisas que apontam os casos de estupro entre a população formada por pessoas com deficiência, a deputada federal Carmen Zanotto (PPS-SC) protocolou pedido de audiência na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência para debater a questão.

De acordo com dados do Atlas da Violência 2018, divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgados na semana passada, o número de estupros notificados no País saltou de 12.087 casos em 2011 para 22.918 em 2016. Desse total, 31,1% pessoas tinham deficiência mental e 29,6% transtorno mental.

Aquelas com algum tipo de deficiência também representam 12,2% do total de casos de estupros coletivos.

A pesquisa aponta que a maioria dos casos de violência notificados, 50, 9% das vítimas  são menores de até 13 anos.

“Como nem todos os casos são notificados, acreditamos que os números reais dessa violência são mais estarrecedores, até porque a maioria desses fatos acontece em ambiente familiar ou próximo de casa”, afirmou Zanotto.

Convidados

Para debater o assunto, serão convidados representantes do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), do Ipea e do FBSP.

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