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Eliseu Neto defende investimentos na inteligência policial e em educação para combater a violência

Reprodução

“A educação básica é ponto fundamental para tirar os jovens da criminalidade", diz Eliseu

O coordenador do PPS Diversidade, Eliseu Neto, defendeu a adoção de políticas eficazes para o combate da violência que atinge o Rio de Janeiro. Ele criticou propostas apresentadas por candidatos cariocas que não têm, segundo a sua avaliação, eficácia no combate do crime.

"É preciso investir em inteligência", disse
“É preciso investir em inteligência”, disse

“O Rio de Janeiro vive um drama e uma sensação de pânico frente aos problemas enfrentados pela segurança pública. Existem muitos pré-candidatos se aproveitando disso com pautas que não fazem a diferença como, por exemplo, a diminuição da maioridade penal e a liberação de armas. Coisas pontuais que no mundo todo não fizeram diferença no enfrentamento da criminalidade”, alertou.

Para o dirigente, é preciso aumentar os investimentos no setor de inteligência como forma de coibir a criminalidade.

“Precisamos de ações completas. Em 2017, o estado investiu dois milhões de reais na inteligência. Isso não é nada. Precisamos focar nisso. Dados apontam que 50% dos crimes ocorrem em apenas 5% das regiões. Precisamos de inteligência que organize o policiamento e integre as policias”, defendeu.

Educação básica

Eliseu Neto afirmou, contudo, que uma das principais soluções é o investimento maciço em educação para prevenir a entrada de jovens na marginalidade. (veja vídeo abaixo)

“A educação básica é ponto fundamental para tirar os jovens da criminalidade. Temos crianças que ficam apenas quatro horas por dia na sala de aula. Precisamos de política publica que os mantenham nas salas, não só com conteúdo, mas também com atividades. E que dê um referencial sobre o que o querem ser na vida. Oferecer um projeto de vida, um futuro e oportunidades. É isso que pode fazer diferença na segurança pública”, disse.

Ele também defendeu a educação como forma de prevenir que presos egressos possam voltar à criminalidade. “Temos que pensar também sobre os egressos. Como podemos fazer com que não voltem para a criminalidade? É um outro tema que envolve a educação. Nós temos que conversar mais sobre isso [combate a violência]”, ressaltou.

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