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Samuca entrega a Alckmin proposta da JPS Brasil de geração de emprego para os jovens brasileiros

Reprodução/JPS Brasil

"Precisamos da juventude para mudar o Brasil", afirma o pré-candidato tucano

Em busca de solução para o elevado índice de desemprego da população jovem do País, o presidente da JPS Brasil (Juventude Popular Socialista), Samuel da Silva, Samuca, entregou nesta quinta-feira (24) ao pré-candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB) documento contendo duas propostas (veja abaixo a íntegra) de geração de empregos para a juventude brasileira.

“Estamos nos mobilizados para reverter a taxa de desemprego dos jovens entre 18 e 24 anos, que chega a 27,3%, segundo o IBGE. Diante deste grave problema, propomos a adoção de medidas pelo Estado brasileiro para estimular a contratação de jovens, principalmente no primeiro emprego”, defende Samuca.

Ele disse que o documento da JPS entregue ao pré-candidado tucano é uma contribuição para a formulação de seu programa de governo na tentativa de que sejam criadas mais oportunidades para garantir o ingresso da juventude no mercado de trabalho.

A prioridade da JPS, de acordo com Samuca, é a introdução na Lei de Licitações (8.666/1993) de mecanismo para assegurar que as empresas que participam de concorrência pública reservem 10% dos cargos para jovens na faixa de 18 a 24 anos, e a reformulação do PNPE (Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego para os Jovens).

samuca alckmin 1O documento da JPS também faz um raio-x das atuais condições de emprego dos jovens no País. Mostra que apesar da melhora da qualificação da juventude brasileira nos últimos anos, os índices de inserção desta população no mercado de trabalho ainda continua baixa.

Alckmin agradeceu a sugestão apresenta por Samuca e disse que no programa de governo a ser apresentado à sociedade na campanha eleitoral que “a primeira prioridade é emprego e renda, a segunda emprego e renda e a terceira emprego e renda para que os “jovens possam realizar a vocação de servir e de serem felizes com seu trabalho”.

Para o pré-candidato, os jovens vão fazer a diferença no Brasil nos próximos anos. “Precisamos da juventude para mudar o Brasil”, afirma o tucano.

PROPOSTA DA JPS DE GERAÇÃO DE EMPREGO PARA A JUVENTUDE BRASILEIRA

Se a taxa de desemprego hoje no País é alarmante, cerca de 13% da população ativa, o que dizer de sua projeção entre os jovens de 18 a 24 anos!?

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos, chega a 27,3%!

Quando as empresas recuam na contratação, ou decidem demitir, optam pelos jovens. “Quando eles entram no mercado de trabalho, têm pouca ou nenhuma experiência profissional, e necessariamente precisam ser treinados pelas empresas, o que gera custo”, resume o professor da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em sociologia do trabalho Ruy Braga.

Há um aparente paradoxo, pois houve uma melhora da qualificação dos jovens, que não foi capaz, no entanto, de melhorar os índices de inserção dos jovens no mercado de trabalho. O Brasil tem hoje uma geração bem mais educada pelo ensino formal do que as anteriores, mas a dificuldade de iniciar sua carreira na área pretendida é maior.

Nem mesmo o aumento do investimento na formação universitária, que pulou no começo da década de 2000 de 7% da população jovem matriculada na universidade para 18% em 2010, significou uma maior inserção do jovem no mercado.

Segundo especialista a qualificação não define, por si só, a elasticidade da oferta do emprego. O que define é o investimento das empresas e do estado.

O fato é que o desemprego entre os jovens acabou por ser um dos fatores determinantes da chamada “geração nem-nem”, jovens que não trabalham nem estudam.

Estamos vendo uma geração desperdiçada.

É uma questão de Estado

O enfrentamento deste drama social é crucial para reversão do quadro de degeneração social. Quando se tira do jovem a chance de se desenvolver como indivíduo autônomo, toda a sociedade sofre as consequências.

Vivemos um momento de “bônus demográfico”, pois temos uma população jovem bastante numerosa. Isso é favorável para a nossa economia, pois terá capacidade de produzir e alavancar o desenvolvimento econômico e social, dando espaço para a industrialização, aumento na oferta do setor de serviços e consequente melhoria na qualidade de vida. O Brasil está em 5° lugar no ranking de países mais populosos do mundo e segundo o IBGE tem atualmente cerca de 207,7 milhões de habitantes, sendo aproximadamente, 51 milhões de jovens entre 15 e 29 anos.

Contudo, corremos o risco de não aproveitar este momento favorável para crescer, pois o Brasil apresenta sérias adversidades como o desemprego estrutural que, além da conjuntura, afeta nossa população em geral, e, em especial, a juventude do país. Segundo dados estatísticos, em 2017, o país se encontrava com cerca de 13,7% de sua população ativa desempregada e, destes, 28,7% eram jovens entre 15 e 24 anos de idade.

Se levarmos em conta que a cada dia mais jovens chegam a idade laboral, temos a verdadeira dimensão da crise.
Ainda que saibamos os limites do Estado na criação de postos de trabalho na economia, pois não lhe cabe criar empregos. O Estado deve ser indutor do crescimento econômico, podendo e devendo estabelecer programas de incentivo à atividade econômica e à geração de emprego.

Considerando-se o grave problema do desemprego na juventude, propomos a adoção de medidas pelo Estado brasileiro que estimulem a contratação de jovens, principalmente no primeiro emprego.

Entendemos que a instituição de mecanismos legais que incentivem as empresas em investirem na juventude, além de serem compatíveis com os princípios constitucionais que incidem sobre a liberdade econômica, resultarão em um enfrentamento eficaz ao problema do desemprego na juventude.

Para tanto, propomos:

– A INTRODUÇÃO NA LEI 8.666/93, Lei das Licitações, de mecanismo que premie a empresa licitante que reserve 10% de seus cargos para jovens entre 16 e 24 anos;

– A REFORMULAÇÃO DO Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego para os Jovens – PNPE, hoje defasado em relação ao perfil do jovem brasileiro à procura de emprego, em um processo que incorpore os anseios da juventude brasileiro.

JPS (Juventude Popular Socialista)

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