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Alex Manente: Demora no julgamento de políticos reforça necessidade do Congresso acabar com o foro privilegiado

Robson Gonçalves

Alex Manente: Enquanto o juiz Sérgio Moro já condenou 123 envolvidos no esquema, o Supremo vai julgar o primeiro caso dentre as cerca de 100 ações criminais abertas na Corte

Quatro anos após o início da Operação Lava Jato e dois anos e meio após o recebimento da denúncia, o Supremo Tribunal Federal (STF) julga hoje o primeiro político denunciado no esquema. O réu é o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR), acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Para o líder do PPS na Câmara, deputado federal Alex Manente (SP), a situação só reforça a necessidade de o Congresso Nacional aprovar de uma vez por todas o fim do foro privilegiado.

“Está mais do que claro que o foro atrasa a punição de corruptos e, por muitas vezes, leva a prescrição dos crimes. Não é possível que o Congresso não tome uma posição definitiva sobre esse assunto. Defendemos a extinção total dessa prerrogativa até para que o assunto não volte a ser debatido outra vez pelo STF, o que vêm provocando insegurança jurídica”, defendeu o parlamentar.

Para o líder do PPS, os números de condenações de envolvidos na Lava Jato são o espelho de como a manutenção do foro faz mal ao país. “Enquanto na primeira instância o juiz federal Sérgio Moro já condenou 123 envolvidos no esquema, o Supremo vai julgar o primeiro caso dentre as cerca de 100 ações criminais abertas na Corte. A discrepância é tremenda e dá a exata medida do privilégio concedido a autoridades. A última decisão do STF sobre a restrição do foro para políticos vai amenizar um pouco essa questão, mas o ideal é que Câmara e Senado alterem a Constituição e acabem de vez com esse mecanismo que se tornou uma espécie de capa de proteção para aqueles que roubam o dinheiro público”, reforçou Alex Manente.

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