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Jordy lamenta decisão do MEC que extingue programa de formação de professores da Amazônia

Robson Gonçalves

Região Amazônica fica "praticamente interditada com relação a essa questão de educação"

Da tribuna da Câmara, o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA) criticou recente decisão do Ministério da Educação que, na sua avaliação, praticamente extinguiu o maior programa de formação de professores da Amazônia, no Estado do Pará em especial, o Plano Nacional de Formação de Professores — o Parfor.

Em discurso, proferido nesta terça-feira (13), o parlamentar lamentou que o Governo Federal, ao anunciar  R$ 1 bilhão em investimentos para abrir 190 mil vagas na nova Política Nacional de Formação de Professores da educação básica, tenha deixado de fora recursos para professores em toda a Região Amazônica.

“Nós já sabemos que há um olhar muitas vezes discriminatório, há um olhar quase que colonizador para com as regiões periféricas do País, em especial a Região Amazônica, mas esta medida agora praticamente atinge a principal política pública de redenção daquela região, que é a formação de professores”, disse Jordy.

O Parfor foi criado em 2009 para formar professores da educação básica que atuam sem formação adequada nas escolas de todo Brasil. O programa funciona em parceria com as universidades públicas, que enviam seus docentes até os municípios mais longínquos para ministrar as aulas, que ocorrem no período de recesso escolar.

“Um programa que estava absolutamente dando certo e, lamentavelmente, agora com este anúncio, nós estamos vendo toda a Região Amazônica proibida, praticamente interditada com relação a essa questão de educação”, acrescentou o deputado do PPS.

Especialistas alertam que o fim do Parfor pode gerar prejuízos inestimáveis para a educação na Amazônia.

Arnaldo Jordy dimensiona a população que pode ser atingida pela medida do MEC.

“Parar o Parfor decreta o fim de um dos maiores programas de formação de professores do Brasil. Estamos aqui manifestando, mais uma vez, em nome dos 26 milhões de amazônidas do Brasil, esse apelo ao Ministério da Educação para que possa rever este crime que está sendo praticado contra a cidadania brasileira”, finalizou.

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