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Intervenção: Alex Manente sugere a ministros que ação mire também em autoridades e policiais ligados ao crime organizado

Robson Gonçalves

Manente: Imbróglio com relação a prisão em 2ª instância precisa ser encarado pelo Congresso

A intervenção federal na área de segurança do Rio de Janeiro não terá sucesso efetivo se não for além do policiamento ostensivo e da prisão de criminosos em comunidades da cidade. Com essa avaliação, o líder do PPS na Câmara, deputado federal Alex Manente (SP), defendeu nesta quarta-feira (21) que a intervenção federal também mire em autoridades e policiais cooptados pelo crime organizado e que, em alguns casos, acabaram se tornando uma espécie de “cabeças” de organizações criminosas, como é o caso das milícias.

A proposta do parlamentar será encaminhada ainda hoje, por meio de indicação, aos ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Justiça, Torquato Jardim.

“A situação no Rio de Janeiro vai muito além dos arrastões, roubos, tráfico de drogas e assassinatos. Há uma rede de proteção complexa que se infiltrou em toda a estrutura do Estado e que dificulta o combate à criminalidade. Na prática, bandidos são presos, mas a atividade ilegal não é desmantelada. No dia seguinte, outro criminoso assume o posto e continua tudo como era antes. Está claro que o crime organizado se infiltrou nas polícias e em diversos setores do poder público. Por isso há necessidade de um trabalho intensivo de inteligência para que se identifique, prenda e puna aqueles que protegem e se beneficiam das atividades criminosas”, alertou Manente.

O líder do PPS sabe que parte desse trabalho já vêm sendo feitos pelas equipes de inteligência dos poderes Executivo e Judiciário. No entanto, avalia que essa atividade precisa ser intensificada num momento em que a população passa a ter esperança em uma ação mais efetiva do Estado no combate à criminalidade.

“E o papel do Legislativo não é apenas aprovar a intervenção federal, mas colaborar e fiscalizar para que ele obtenha o esperado sucesso. Sem dúvida que a experiência do Rio de Janeiro, se for capaz de cortar as cabeças do crime organizado, servirá de modelo para o restante do país”, reforçou Manente.

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