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Lideranças do PPS manifestam apoio à reeleição de Renata Bueno para a Câmara dos Deputados da Itália

Reprodução

"O PPS tem perfil internacionalista muito forte em sua atuação política e história"

No próximo dia 4 de março ocorrem na Itália as eleições para a Câmara dos Deputados e para o Senado da República. No exterior, os cidadãos italianos que têm residência permanente, como aqui no Brasil, podem participar das eleições votando por correspondência em candidatos específicos das respectivas listas eleitorais destes países.

Lideranças políticas do PPS como o senador Cristovam Buarque (DF) e a vereadora paulistana Soninha Francine declaram apoio a Renata Bueno para a Câmara dos Deputados, e ao jornalista Fernando Mauro Trezza, presidente da Associação dos Canais Comunitários do Estado de São Paulo, para o Senado da República.

Primeira brasileira eleita para a Câmara de Deputados da Itália, a dirigente nacional do PPS, Renata Bueno, filha do deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR), é novamente candidata ao Legislativo italiano. Ela foi eleita pela primeira vez em 2013, por eleitores da América do Sul, para representar os italianos e cidadãos com dupla cidadania que residem na região.

A Itália tem um dos poucos parlamentos do mundo que elege cidadãos residentes no exterior. No total, a América do Sul vai escolher quatro deputados e dois senadores. No Brasil há cerca de 350 mil pessoas que reúnem as condições para votar em 2018. São Paulo, com 115 mil eleitores, é o maior colégio eleitoral do país, seguido pelo Paraná e por Santa Catarina.

Experiência parlamentar

Antes de ser eleita em 2013, Renata Bueno já tinha experiência parlamentar no Brasil após um mandato como vereadora em Curitiba. Em seu primeiro mandato na Itália, ela atuou em temas importantes para os dois países como a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado no escândalo do mensalão, e também no processo para entrada em vigor do acordo de reconhecimento recíproco da carteira de habilitação entre os dois países. Atuou ainda em parcerias nas áreas de Defesa, Cultura, entre outros assuntos. Leia mais.

A brasileira disputa o cargo por uma lista cívica popular (Civica Popolare), encabeçada pela ministra da Saúde, Beatrice Lorenzin, e que conta com o apoio do Movimento Passione Itália. Tem direito a voto – que é facultativo – todos os italianos e cidadãos com dupla cidadania que moram na América do Sul. Com dupla nacionalidade, Renata Bueno morou quatro anos na Itália antes de ser eleita deputada em 2013. Lá fez pós-graduação e mestrado, além de cursos na área de Direitos Humanos.

A candidata ressalta a importância da eleição de um brasileiro pois, devido ao processo histórico de migração, existem muitos pontos de interesse em comum entre o Brasil e a Itália. Lembra ainda que o PPS tem esse perfil internacionalista muito forte em sua atuação política e na sua história, desde o surgimento do PCB.

“A Argentina, por exemplo, é muito organizada com relação à política italiana, mas aqui no Brasil nós não eramos muito organizados. Com a minha eleição, essa situação começou a mudar. A eleição de uma brasileira para o parlamento italiano chamou a atenção da comunidade residente no país, que passou a se interessar mais pelo processo eleitoral e pela política italiana. Espero continuar esse trabalho para sacramentar cada vez mais a parceria entre os dois países”, afirmou Renata Bueno.

Como votar na eleição italiana

como votarPara votar na candidata brasileira, o eleitor deve marcar um “X” no símbolo da Civica Populare e ao lado escrever de forma legível o nome de Renata Bueno. Vencerá a eleição quem tiver o maior número de votos pela lista cívica. Desde 2006, a Itália abre espaço para candidaturas de representantes de outros países.

Cada eleitor residente no exterior receberá um envelope contendo: uma folha informativa que explica como votar, o certificado eleitoral, a cédula eleitoral (duas para quem, tendo já completado 25 anos, pode votar também para o Senado), um envelope pequeno totalmente branco onde inserir a cédula votada, um envelope selado endereçado ao mesmo escritório consular e as listas dos candidatos da própria repartição.

O eleitor, utilizando o envelope selado e seguindo atentamente as instruções contidas na folha informativa, deverá reenviar rapidamente as cédulas eleitorais votadas, de modo que possam chegar ao Consulado impreterivelmente até às 16 horas do dia 1º de março.

O eleitor que até o dia 19 de fevereiro não tenha ainda recebido o envelope eleitoral, poderá dirigir-se ao próprio Consulado para verificar a sua situação eleitoral e eventualmente solicitar um envelope duplicado.

 

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