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Em 22 anos, despesa do INSS com aposentadorias e pensões quadruplicou, mostra Ipea

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Em 22 anos, a arrecadação da Previdência cresceu, em média, 4,6% ao ano

Um levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), do Ministério do Planejamento, mostra que entre 1995 e 2017, a despesa do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) com pagamento de aposentadorias e pensões, descontada a inflação do período, quadruplicou, passando de R$ 141 bilhões para R$ 561 bilhões. Neste período, o déficit da Previdência Social com o INSS passou de R$ 1,1 bilhão em 1995, para quase R$ 184 bilhões em 2017.

Só no ano passado, de acordo com o estudo, as despesas com os servidores públicos federais consumiram mais de 63% do dinheiro que sobra depois que o governo federal paga os juros da dívida. E sem a reforma da Previdência que está pautada para votada na Câmara dos Deputados depois do Carnaval, o percentual deve subir para 80% até 2026, constatou o levantamento do Ipea.

Nos últimos 22 anos, a arrecadação da Previdência cresceu, em média, 4,6% ao ano, mas o problema do sistema é a aposentadoria precoce, tanto pelo INSS como no serviço público.

Em 2016, a idade média de aposentadoria do setor privado por tempo de contribuição foi inferior a 55 anos. No setor público, a situação é semelhante. O Ipea defende a idade mínima de aposentadoria como um dos pontos centrais da reforma da Previdência. O texto do relator da proposta (PEC 287/2016), deputado federal Arthur Maia (PPS-BA, prevê idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres (veja aqui).

O presidente do Ipea, Ernesto Lozardo, afirma que só a reforma da Previdência pode garantir no futuro os direitos dos aposentados. “Sem a reforma, eu não vou garantir o direito de ninguém. Vai ser necessário que os possíveis aposentados, os beneficiados futuros, vão perder direitos. Isso aconteceu em outros países. Deixar para depois quer dizer o seguinte: enterrar agora um futuro”, diz Lozardo.

Já o professor de administração pública, José Matias Pereira, da UnB (Universidade de Brasília), alerta para as graves consequências de adiar a reforma da Previdência. “Nessa trajetória [de gasto] é manter uma situação explosiva, onde você vai ter cada vez menos escolas, menos hospitais, menos rodovias, e nós vamos chegar em uma situação, digamos assim, de estrangulamento da economia como um todo”, afirmou. (Com informações do Jornal Nacional/TV Globo)

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