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Suely Barreto: Sororidade e protagonismo político nas eleições de 2018

Falar sobre participação política, empoderamento feminino e igualdade de gênero, num país em que a política partidária é tão machista dentro das agremiações, quanto fora dela, merece uma discussão muito mais ampla de que os textos e campanhas obrigatórias publicadas na mídia brasileira.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontam que 52,13% do eleitorado apto a votar em 2016, foi do público feminino, no entanto a representação feminina está longe de ser exercida em condições de igualdade.

Sabemos que fazer política demanda tempo, disposição, poder econômico e comprometimento, o que tornam as mulheres mais vulneráveis na disputa, uma vez que acumulam tarefas domésticas, profissionais, familiares, além de enfrentarem a luta por isonomia salarial na busca pela redução da desigualdade entre gêneros.

No entanto, constatamos no comportamento pessoal feminino, a inquietude perante os problemas sociais e a sua importante contribuição nos debates de transformação das políticas social e partidária que tanto almejamos, sendo necessário além de incentivo pessoal, um conjunto de ações de que conscientização de toda uma sociedade sobre a importância e a inserção igualitária da mulher na política, protagonizando integralmente o processo que se configura como maioria.

Estudos apontam que as mulheres estão ocupando o último lugar no ranking de participação política nos parlamentos da América do Sul e se queremos realmente poder de representatividade e igualdade de gênero na política partidária, precisamos eleger fortes bancadas femininas em todas as instâncias, resultado este, que só alcançaremos quando acabarmos com o preconceito, com os apadrinhamentos por afinidades pessoais e garantirmos às mulheres, com perfil político, reais condições de disputa.

Finalizo lembrando que as eleições de 2018 se aproximam e assim precisamos construir um debate transformador promovendo uma intensa revolução nas ruas conversando olho no olho com a sociedade, interagindo diretamente com os movimentos sociais, porque esses espaços são legitimamente nossos e quanto mais forem ocupados, mais promissores e igualitários serão os governos futuros.

Suely Barreto é membro da Comissão Executiva Estadual do PPS de Sergipe

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