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Roberto Freire diz que a única certeza da eleição é que Lula não será candidato

Fábio Matos

Silvio Navarro e Augusto Nunes entrevistaram Freire nos estúdios da TVEJA

Apesar de haver muita especulação e grande expectativa em torno dos nomes de possíveis candidatos nas eleições de 2018, o cenário ainda está indefinido e não é possível fazer prognósticos mais concretos neste momento. A avaliação é do deputado federal Roberto Freire (SP), presidente nacional do PPS, que participou nesta sexta-feira (9) da TVEJA, em entrevista concedida aos jornalistas Silvio Navarro e Augusto Nunes.

O parlamentar disse que a única garantia que se tem é que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não poderá ser candidato, em função da aplicação da Lei da Ficha Limpa – que impede candidaturas de condenados por um tribunal colegiado. Lula foi sentenciado a 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), de Porto Alegre, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo referente ao triplex do Guarujá (SP).

“Lula é agora uma certeza: está fora do processo. É ficha suja. De resto, ainda há muita incerteza. É muito cedo. Ainda não foi dada a partida. Não se tem um cenário eleitoral concreto”, afirmou o deputado.

Veja aqui a íntegra da entrevista no site da revista Veja

Freire espera que o PPS tenha um bom desempenho especialmente nas eleições para o Legislativo. “Estaremos disputando a eleição de outubro próximo com o objetivo de alcançar uma grande bancada. Temos como meta atingir 20 parlamentares. Este é o objetivo fundamental”, revelou o deputado.

Questionado sobre a possibilidade de filiação do apresentador de TV Luciano Huck ao partido para uma eventual candidatura à Presidência da República, Freire acredita que o mote do próximo pleito deve ser a busca pela renovação na política.

“Não sei se essa campanha será presidida pelo novo ou ainda pela influência do partido político tradicional. Creio, pessoalmente, que o novo será preponderante”, avalia. “Está ocorrendo uma revolução nos costumes, nas instituições, na família, nas relações sociais e de trabalho, e isso acontece em todo o mundo. Não se pode imaginar que a próxima eleição se dará sob os mesmos paradigmas das eleições de 2010 e 2014.”

PT e Bolsonaro

Durante a entrevista na TVEJA, Roberto Freire também foi perguntado sobre a repulsa de amplos setores da sociedade às esquerdas, especialmente após os 13 anos de governos do PT em nível federal. “O que o PT promoveu de enxovalhamento da esquerda brasileira é algo que talvez seja tão grave, para a esquerda aqui no Brasil, quanto foi a queda do Muro [de Berlim, em 1989]. Eu nunca vi, no país, uma rejeição tão forte contra a esquerda”, reconhece o deputado.

Em relação a Jair Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto pelo PSL com uma plataforma de extrema-direita, o presidente do PPS lembrou que o parlamentar sempre defendeu o regime militar no Brasil, sobretudo a ditadura instalada a partir do golpe de 1964. “É bom que a direita apareça. O problema é que ela está aparecendo com um rosto nada agradável. Bolsonaro se celebrizou como defensor de corporações militares, da ditadura militar, da tortura e dos torturadores.”

Reforma da Previdência

Embora admita que a aprovação da reforma da Previdência é difícil neste momento – são necessários 308 votos favoráveis na Câmara –, Freire defendeu o projeto apresentado pelo governo e relatado pelo deputado Arthur Maia (PPS-BA).

“Costumo dizer que votei a favor de todos os projetos de reforma de Previdência desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, passando até mesmo pelas gestões de Lula e Dilma. É uma necessidade para o Brasil”, afirmou Freire. (Fábio Matos/Assessoria do Parlamentar)

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