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Em O Globo, Jungmann afirma que Exército não irá para as ruas durante o carnaval

Jungmann afirma que Exército não irá para as ruas durante o carnaval

Ministro, que veio ao Rio debater segurança, alega que a folia é grande em todo o país

ELENILCE BOTTARI – O GLOBO

Um dia após o prefeito Marcelo Crivella ter dito que pediu a ação das Forças Armadas durante o carnaval, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, que esteve ontem no Palácio Guanabara para discutir a segunda etapa do Plano Integrado de Segurança com o governador Luiz Fernando Pezão, disse que o Exército não irá para as ruas.

— Se nós viéssemos a atender à solicitação do Rio de Janeiro, como ficaria a nossa posição diante de outras cidades, como Salvador, Recife, Olinda e Natal, que também têm grandes carnavais? Se eu desse aqui e negasse a eles, os prefeitos poderiam dizer “quem não gosta de frevo, bom prefeito não é” — disse jungmann, referindo-se às declarações de Crivella, que, na véspera, cantarolou “quem não gosta de samba, bom prefeito não é”, fazendo piada com a polêmica instalada após o prefeito ter cortado verba das escolas de samba. Pezão acrescentou que, ontem, chegou a conversar com Crivella, que, segundo ele, não fez qualquer menção a um pedido de auxílio do Exército:

— Acho que não precisa. Sempre fizemos carnaval com os nossos policiais. Nós não estamos dando férias, e autorizamos o pagamento do RAS (Regime Adicional de Serviço). Não pedimos as Forças Armadas.

Na reunião, que teve a presença dos ministros da Justiça, Torquato Jardim; do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, general Sergio Etchegoyen; e do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, foi assinado o protocolo de intenções do Plano Integrado de Segurança para este ano. Na semana passada, em Brasília, em outra reunião, as metas não foram definidas. Desta vez, ficou acertado que elas serão divulgadas em 19 de fevereiro. Foi anunciada apenas a criação de uma corregedoria.

Jungmann elogiou a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), primeira medida do plano integrado, tomada no ano passado, que autoriza a ação das Forças Armadas no policiamento:

— Foram 15 operações com 32 mil homens e R$ 43 milhões. Vamos intensificar agora essa atuação ampliando a participação da Defesa. A GLO é a mais longa da Constituição de 1988.

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