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Roberto Freire: Brasil não vive um “nirvana” e precisa das reformas

Reprodução/TV Gazeta

O PPS ainda não tem candidato, diz Freire em entrevista na TV Gazeta

A reforma da Previdência, a ser votada pelo Congresso Nacional em fevereiro, é necessária para o Brasil prosseguir no caminho da recuperação econômica. A avaliação é do deputado federal Roberto Freire (SP), presidente nacional do PPS, que participou na noite desta quinta-feira (11) do Jornal da Gazeta, exibido ao vivo pela TV Gazeta (veja aqui o vídeo).

Em um bate-papo com a jornalista Maria Lydia Flândoli, o parlamentar destacou a importância da aprovação da reforma previdenciária. “Temos de manter a coerência. O PPS votou a favor de todos os projetos de reforma da Previdência desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, passando pelo governo Lula e vamos votar agora, no governo Temer. Somos um partido pelas reformas”, afirmou. “Eu não vivo em um país que está em um ‘nirvana’. Somos um país injusto, um dos mais desiguais do mundo, em meio a um ajuste fiscal feito pelo governo. A reforma é necessária.”

Questionado sobre a posição do PPS – que fechou questão em favor da proposta encaminhada pelo governo –, Freire lembrou que o tema é programático e não significa uma “questão de consciência” ou de foro íntimo de cada um dos deputados. “Um governo não se sustenta se não tiver uma base que tenha responsabilidade com o governo [nas votações]. Um partido político só será respeitado se cumprir com os seus programas. Ninguém está impedindo você de ter um voto de consciência, aí não tem como fechar questão. Em questões programáticas é diferente”, disse. “Não estamos fechando questão em nada que possa ser objeção de consciência. Aqui não se trata de uma questão fundamental de consciência, mas de um programa.”

Luciano Huck

Na entrevista à TV Gazeta, o presidente do PPS também falou sobre as conversas do partido com o apresentador Luciano Huck e o movimento Agora!, do qual ele faz parte. “O partido tem interesse em trazer esses movimentos sociais para se integrar entre nós, numa visão de que o futuro não é mais dos partidos tal como temos hoje, mas de outras plataformas que terão representação política e outro tipo de organização. Outros movimentos também nos procuraram. Estamos abertos a isso”, destacou.

Freire reiterou o preparo de Huck e lembrou que não se pode criticá-lo de antemão por puro preconceito, como fazem alguns, pois ele “nunca foi participante da vida política e de nenhuma eleição”. “Ele até surpreendeu em uma entrevista [ao Domingão do Faustão, da TV Globo] alguns que não imaginavam que ele tivesse esse preparo”, apontou o parlamentar.

Ao ser perguntado sobre a possibilidade de o PPS ter como candidato à Presidência da República o senador Cristovam Buarque (DF), Freire reafirmou que ainda é cedo para a definição de candidaturas. “O PPS ainda não tem candidato. O partido tem alguns pré-candidatos, como o senador Cristovam. Aqui em São Paulo, temos uma vinculação histórica com o PSDB, participamos do governo, e temos uma relação próxima com o governador Geraldo Alckmin. É preciso ter calma e tranquilidade. O PPS vai analisar e discutir. O cenário eleitoral ainda está muito indefinido.” (Assessoria do Parlamentar/Fábio Matos)

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