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Jungmann encerra visita aos países árabes com fortalecimento da base industrial de defesa

Reprodução/MD

Esta visita pode ser o começo de um relacionamento de benefício mútuo, diz Jungmann

A última parada da comitiva do ministro da Defesa, Raul Jungmann, antes do retorno para o Brasil, em visitas oficiais aos países árabes, foi no Cairo (Egito), para um encontro com representante do governo e da base industrial de defesa.

Para Jungmann, além de reforçar a cooperação bilateral na área de defesa, o encontro também deve resultar em uma série de iniciativas conjuntas que poderão fortalecer os mercados de ambos os países, além do intercâmbio de conhecimentos e experiências em tecnologia de defesa e cooperação em áreas que possam ser de interesse comum para ambas as partes.

“Esta visita pode ser o começo de um relacionamento de benefício mútuo para as indústrias de defesa de ambos os países” enfatizou Karim Darwish, membro do parlamento e vice-presidente do Conselho de Relações Exteriores. Ele disse que o fato do Brasil ser uma nação pacífica e que respeita a soberania de outros países torna as relações diplomáticas, principalmente na área da defesa, ainda mais receptivas. Karim Darwish destacou ainda que o Brasil é uma país justo, com posições equilibradas historicamente.

O diretor geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, também integrou a comitiva brasileira e explica que o bloco árabe é hoje o quarto maior parceiro comercial do Brasil. Ele saiu satisfeito da conversa com os empresários africanos. “O encontro foi muito bom, acredito que podem sair bons negócios no futuro” , disse.

Hatern Farrag, diretor da empresa Hisky Aerospace, especializada em aviação e defesa, ressaltou que a empresa trabalha com os melhores equipamentos disponíveis e demonstrou interesse em parcerias com o Brasil: “Nossa empresa trabalha muito próximo às Forças Armadas do nosso país, na luta contra o terrorismo. Queremos diversificar nossos fornecedores e o Brasil tem os produtos que precisamos, temos que superar o desafio da distância e trabalhar juntos”, destacou Farrag.

Após o encontro, a comitiva brasileira retornou ao Brasil.

A relação Brasil-Egito

As relações diplomáticas entre Brasil e Egito foram estabelecidas em 1924, mas ganharam maior dinamismo após a instauração da República do Egito (1953).

O arcabouço jurídico que permitiu iniciativas de cooperação bilateral, possibilitou fortalecer o diálogo político e intensificar os fluxos comerciais, a partir da década de 1960.

Em 2010, o Egito tornou-se o segundo parceiro extra-regional a assinar Acordo de Livre Comércio com o Mercosul. (Adriana Fortes/Ministério da Defesa)

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