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Prévia da inflação, IPCA-15 neste ano é o mais baixo desde novembro de 1998

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15), prévia da inflação oficial do País, subiu 0,32% em novembro, após aumento de 0,34% em outubro, divulgou nesta quinta-feira (23) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado foi influenciado pela conta de luz, combustíveis e o gás de cozinha que ficaram mais caros.

Nos 12 meses encerrados em novembro, o IPCA-15 subiu 2,77%, pouco acima do índice acumulado até outubro (2,71%). Neste ano, houve aumento de 2,58%, abaixo dos 6,38% verificados em mesmo período de 2016. Esse foi o menor acumulado para um mês de novembro desde 1998, destacou o IBGE.

A energia elétrica foi o item com o maior impacto individual no índice de novembro. Com variação de 4,42% e 0,16% de impacto, as contas de luz responderam por metade do IPCA-15 de novembro. O novo valor do patamar 2 da bandeira vermelha entrou em vigor no dia 1º de novembro e passou a adicionar R$ 5,00 para cada 100kwh consumidos. O item ficou entre o 1,12% registrado na região metropolitana de Fortaleza e os 21,21% de Goiânia.

Gás de cozinha

O preço do gás de botijão subiu 3,30%, com impacto de 0,04% Regionalmente, as variações oscilaram entre 0,14% na região metropolitana do Rio de Janeiro e 9,44% na região metropolitana de Recife. A partir de 5 de novembro, a Petrobrás reajustou o preço dos botijões de 13kg nas refinarias em 4,5%, em média.

Já grupo transportes foi influenciado pela gasolina, com variação de 1,53% e 0,06% de impacto, e pelo etanol (2,78% e 0,03%).

Alimentos

Os alimentos completaram em novembro seu sexto mês consecutivo em deflação, contrariando o padrão sazonal de alta de preços no fim do ano. O grupo Alimentação e bebidas, que responde por um quarto das despesas das famílias, cedeu 0,25% na prévia de novembro, retirando 0,06 ponto percentual do IPCA-15 do mês.

Cálculo

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 12 de outubro a 13 de novembro (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de setembro a 11 de outubro de 2017 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

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