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Além dos royalties: Educação de Campos (RJ) conquista autossuficiência de recursos

Divulgação

Prefeitura agora usa alimentos produzidos pela agricultura familiar na merenda escolar

A cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio Janeiro, não depende mais de repasses dos royalties do petróleo para manter a educação. A autonomia, inédita no município, é resultado da política adotada pelo prefeito Rafael Diniz, do PPS, que prepara a cidade fluminense para além dos royalties obtidos com a exploração petrolífera no município. A  autossuficiência na área da educação foi possível com a economia de mais de R$ 20 milhões, além da conquista de recursos do governo federal, por meio de convênios e adesões a programas da União.

damasceno campos“A Educação de Campos hoje é autossuficiente, não depende de repasse de royalties e nenhuma outra receita municipal para custear as despesas da secretaria”, afirma o secretário de Educação, Cultura e Esporte, Rafael Damasceno. A secretaria de Educação, Cultura e Esporte do município já reformou oito unidades de ensino com receita própria e está com outras nove em obras, além da sede da pasta.

A redução nos gastos se deve à melhora em gestão de matrículas dos alunos da rede municipal, ao material didático adquirido de forma gratuita, ao fim dos convênios com escolas particulares e também a utilização dos alimentos da agricultura familiar na merenda escolar.

Com a utilização dos livros fornecidos gratuitamente pelo MEC (Ministério da Educação), a economia gerada deve chegar a R$ 40 milhões em quatro anos. A reorganização do sistema de matrículas e gerência escolar, que na gestão anterior era terceirizado, está gerando, até agora, uma economia de cerca de R$ 3 milhões.

Mais de R$ 2 milhões foram economizados após a Secretaria de Educação absorver todos os 1.278 alunos da rede municipal que estudavam em escolas particulares pagas pela prefeitura por meio de convênio. Já a utilização dos alimentos oriundos da Agricultura Familiar na merenda dos alunos, deixando de comprar de empresas do Sul do país, está gerando uma economia cerca de R$ 3 milhões este ano.

De acordo com Damasceno, desde o início do ano a equipe assumiu a secretaria com o compromisso de mudança e ela está acontecendo.

“Readequamos todos os nossos gastos. Este ano, tivemos que fazer contenções baseadas em um planejamento econômico bem apertado. Um exemplo é que no próximo ano teremos uniformes novos para os nossos alunos, queríamos que tivesse sido antes, mas tivemos que trabalhar dentro do orçamento que tínhamos, sem gastos irresponsáveis”, disse o secretário.

Ele reconhece, no entanto, que há muito a ser feito. “O desafio é muito grande. A educação de Campos é uma das maiores do estado, com 239 unidades de ensino, 55 mil alunos e anos de negligência, com prédios em péssimo estado. Mas, aos poucos, e com força de vontade a casa vai ficando em ordem”, afirma.

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