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Pollyana Gama – Fundo Eleitoral: onde está a prioridade?

No dia 4 de outubro votei na Câmara dos Deputados contra a criação do fundo eleitoral para ser usado pelos partidos na campanha de 2018. Faltaram apenas 14 votos para rejeitar esse fundo que compreendo, assim como tantas pessoas sensatas, uma afronta às reais necessidades da nossa gente.

O valor a princípio é de R$ 1,7 bilhão. Diante da justificativa dos que votaram a favor alegando a “defesa da democracia”, argumentei que percebo como “defesa da democracia” viabilizar a universalização, com qualidade, dos serviços públicos de saúde, educação, segurança e tantos outros.

Aos que dizem que “o fundo não tirará recursos das áreas essenciais”, afirmo que tais recursos poderiam ser alocados nelas.

Num período de acentuado desemprego e com o governo discursando sobre cortes, contenção de despesas, é preciso no mínimo responsabilidade ao votar, legislar, visto que o resultado revela o que se estabelece como prioridade na gestão de recursos públicos.

Vejam, com R$ 1,7 bilhão do fundo eleitoral dava para construir aproximadamente 34.000 casas populares ou 8 hospitais de médio porte com 150 leitos cada (de menor porte seria possível  construir duas vezes mais). Poderíamos também optar por 1.300 creches, 37.700 viaturas policiais ou 10.000 ambulâncias – nesse caso, quase dois veículos por cidade de todo o país!

Poderia listar outros exemplos, mas esses, baseados nas necessidades reais da população, são suficientes para mostrar que no fundo eleitoral não estão,  definitivamente, as prioridades do país.

Pollyana Gama é deputada federal pelo PPS-SP

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