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Alisson Luiz Micoski: A condenação antecipada que puniu com a vida Cau Cancellier

O peso da injustiça sobre os ombros de quem é probo, é um fardo difícil e custoso

O desaparecimento do magnífico reitor da Federal de Santa Catarina, Doutor em Direito pela UFSC, Professor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, deve aprofundar a já polêmica questão sobre operações midiáticas da Polícia Federal e dos limites que a Justiça deve ter, quanto ao respeito aos direitos e liberdades individuais.

Confesso que hoje estou refletindo muito no tema, sem juízo de valor, as medidas feitas, deveras desproporcionais, tomando-se como verdades absolutas, antes de uma aprofundada investigação e maiores elementos para decisão abrupta, alcançaram uma vida.

Os limites do razoável e do tangível devem ser balizadores no esteio de decisões judiciais.

A regra sempre foi e sempre deve ser o estado democrático de Direito.

Devemos lutar contra qualquer ditadura, e hoje, a ditadura da Justiça alvejou, ironicamente, alguém que passou a vida se dedicando, ora estudando, ora orientando, e também exercendo a advocacia, sempre militando e defendendo os princípios mais caros de nosso corolário jurídico.

O dia 2 de outubro será um dia de luto para os que operam o Direito, que lutam para que todos tenham uma defesa à luz das liberdades individuais e pelo sagrado direito de provarem sua inocência.

Para Cau [Luiz Carlos Cancellier], por infortúnio, no Panteão da Justiça, a verdade chegará de forma póstuma!

Alisson Luiz Micoski é advogado e membro da Executiva do PPS de Santa Catarina

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