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CPMI da JBS não pode ser usada como retaliação, diz Carmen

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Para deputada, a comissão não pode ser usada para retaliar o MP e a Lava Jato

A deputada federal Carmen Zanotto (PPS-SC) disse nesta quarta-feira (13) esperar que a CPMI (Comissão Parlamentar de Inquérito Mista) da JBS, instalada semana passada, não seja usada para retaliar o Ministério Público Federal. O principal foco das investigações são os empréstimos obtidos pelo grupo J&F, que controla o JBS, junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Mas o presidente do colegiado, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) já antecipou que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o relator dos processos da Operação Lava Jato no STF, Edson Fachin, serão convocados para depor.

“Uma CPMI dessa magnitude exige muita responsabilidade na condução dos trabalhos para que não seja apurado apenas um lado. Não pode ser usada para retaliar o Ministério Público Federal, nem a Operação Lava Jato ”, reagiu Zanotto.

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) integra a CPMI.

Relator

Nesta terça-feira (12), a escolha do relator dos trabalhos da comissão, deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), gerou reações. Os senadores Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Otto Alencar (PSD-BA) deixaram a comissão alegando que Marun integra a chamada “tropa de choque” do presidente Michel Temer no Congresso Nacional.

“As denúncias são gravíssimas e devem ser apuradas com a isenção que o momento exige. Até porque os olhos da sociedade estarão voltados para essas investigações”, alertou Carmen Zanotto.

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