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Cláudio Vitorino: Compromisso com a democracia

Enquanto alguns vociferam em torno da candidatura própria, sem nem mesmo conhecer as regras que normatizarão as próximas eleições, leio com grande satisfação o artigo do senador Cristovam Buarque, publicado pelo jornal Correio Braziliense, intitulada, não por acaso, “Aliança para salvar Brasília“.

Extremamente arguto, observa o senador, no início do referido artigo, “Em ocasiões distintas, políticos adversários deixam de lado as divergências para se unirem em defesa de interesses maiores do país ou da cidade. São alianças para salvar a comunidade da crise que atravessa.” Diante de uma crise avassaladora não é apenas lícita uma articulação de forças e partidos diferentes, é fundamental a aliança dessas forças, para “salvar a comunidade da crise que atravessa.” Isso chama-se Sabedoria.

Mesmo tratando de sua “aldeia”, o senador nos lembra a crise por que atravessa o país, depois de treze anos de (des)governos do PT e seu rol de malefícios legados para toda a sociedade, mormente os mais pobres… “Governos anteriores do Distrito Federal deixaram uma imagem negativa na política e um desastre fiscal nas finanças. O último governo, além de péssima imagem moral, deixou as contas públicas absolutamente falidas, diante dos compromissos assumidos, irresponsavelmente, para obter votos e se reeleger.” Não é exatamente isso também que está acontecendo com o país?

Cristovam sabe do que fala quando afirma que, “Quando o governador assumiu, em 2015, deveria ter chamado todas as lideranças políticas, inclusive, os seus opositores, para tentar encontrar um caminho, com apoio de todos, e enfrentar as dificuldades. No lugar disso, preferiu se isolar com um pequeno grupo de auxiliares, que se consideram em condições de resolver todos os problemas. Fracassaram.” Ou seja, o atual governo manteve a aliança passada centrada entre PT, PSB e PCdoB, ficando de costas para a sociedade.

Assim, defende que, “Brasília precisa superar sua dupla tragédia: fiscal e moral. Equilibrar suas contas, usar seus recursos para servir à cidade e ao seu povo e recuperar a credibilidade de seus dirigentes. Isso não será tarefa de nenhum líder carismático, de nenhum partido. Exige uma aliança de todos que tenham sentido de responsabilidade e respeito aos interesses públicos.” Não é assim também no país?

“A aliança para salvar Brasília não deve abrir mão de convicções e não pode ter preconceitos: deve unir todos os políticos, independentemente de suas posições no passado”… Por que deve ser assim? Porque os desafios são imensos, que nenhuma força ou partido político sozinho pode superar! Tal desafio para ser superado exige a união de todas as forças interessadas em superar tal crise. O nome disso é Prudência.

Finaliza com um chamado à responsabilidade de todos os comprometidos com a democracia. “Em termos políticos, os últimos que governaram Brasília contribuíram para que a população tivesse uma visão negativa do Distrito Federal. É preciso que nossas lideranças tenham grandeza e se unam pela cidade em uma aliança patriótica.” Também não foi assim com o país? Não são os mesmos desafios, ampliados à escala do Brasil que estamos enfrentando? Ou seja, sem o apoio das forças e partidos de “centro”, será impossível termos unidade e força para consolidar um bloco político capaz de governar e implementar reformas duras que o país precisa para sermos “contemporâneos do futuro”, como costumamos dizer. Mesmo com suas contradições intrínsecas, não lograremos êxito para encontrar o caminho do desenvolvimento econômico e da superação da crise social que atravessamos, se não nos unirmos em uma “aliança patriótica”. Esse o ponto!
Difícil fazer “cara de paisagem” a tamanho desafio!

Cláudio Vitorino de Aguiar é membro do Diretório Nacional do Partido Popular Socialista

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